Praça, ruas, venda, igreja, prefeitura, Câmara, hospital. E os mortos? Bauru crescia e o cemitério existente ficava pequeno para tantos defuntos. Que fazer nos idos de 1905? Desapropriar terras e fazer obras, como hoje.
Os ricos da época se propuseram a ajudar no progresso. Do diretor da Estrada de Ferro Noroeste, Eugênio Lafon, veio o dinheiro. Do italiano ex-tenente coronel da Guarda Nacional e dono do melhor hotel da cidade, João Henrique Dix, a terra. Enfim, um amplo campo santo!
Fiscalizando a obra em seus passos finais, Dix recebe a notícia ao ver os portões sendo colocados: “Quem morrer hoje aqui, pode ser enterrado amanhã”. Um tiro no peito. Dix suicida-se e é o primeiro a descansar no Cemitério da Saudade. As causas do fato, porém, nunca foram esclarecidas... A única certeza é o nº 1 em seu túmulo.