Ribeirão Preto - O governo colombiano quer atrair capital brasileiro para investir em usinas de álcool. Até dez usinas podem ser construídas no país vizinho nos próximos anos. Carlos Rodríguez, cônsul-comercial da Colômbia, visitou na última semana a Companhia Energética Santa Elisa, em Sertãozinho, com um grupo de representantes de países que participaram do Foro de Cooperação América Latina-Ásia do Leste, em Brasília.
Além do colombiano, viajaram representantes do Laos, de Cuba e de El Salvador. “Só a Santa Elisa produz mais álcool que a Colômbia”, disse Rodríguez. A Colômbia atualmente tem cinco usinas de cana-de-açúcar, menos que a cidade de Sertãozinho, que tem seis.
O país tem uma lei que prevê que sete das maiores cidades adicionem 10% de álcool à gasolina, que é seguida desde setembro do ano passado. “Queremos investimento brasileiro. Temos terra disponível e a vantagem de ter duas safras por ano.”
De acordo com Sérgio Prado, diretor regional da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), o intercâmbio é o primeiro passo para eventuais futuros negócios.
A visita da comitiva foi a quarta nos últimos dez dias à região. No dia 21, japoneses foram à Usina São Martinho, em Pradópolis, e, no dia seguinte, uma comitiva de empresários mexicanos visitou a Santal Equipamentos, de Ribeirão.
No mesmo dia, a secretária de Saneamento e Energia de SP, Dilma Pena, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foram até a Usina Santo Antônio, em Sertãozinho, conhecer a produção de biomassa, para um programa de co-geração de energia.