Tribuna do Leitor

O Reino


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Exemplificar com febris “modas” Rebeldes, Chiquititas, Xuxas ou Barbies é, sem dúvida, enfatizar o argumento empírico de uma sociedade subjugada pela monarquia televisional. Não é necessário esforçar-se muito para visualizar como Vossa Alteza influencia drasticamente seus súditos. Um veículo de informação que deveria ser imparcial, vomita um milhão de informações, fadigando mentes e escurecendo o poder da escolha.

Nesse fervilhante contexto, o cotidiano infantil deve ser evidenciado. Tardes inteiras reduzidas ao espetáculo majestoso de uma caixa. Uma caixa interessada em consumismo e Ibope. Restringir-se à Realeza, é ir para um calabouço sofismático e retórico como sentença. É ignorar a realidade e colocar em um altar o que a futilidade pode oferecer. Afinal, a culpa das proporções serem atlânticas a esse respeito é do próprio indivíduo que coloca a televisão em um palácio próprio - sala -, senta-se diante dela e entrega-lhe seus preciosos minutos.

Vanessa Boldarini de Godoy, estudante

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