Internacional

Protestos na Bolívia impedem reabertura da Constituinte

Folhapress
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La Paz - Uma nova onda de protestos e a ameaça de choques entre estudantes e camponeses na cidade de Sucre, no sul da Bolívia, impediram ontem a reabertura da Assembléia Constituinte boliviana, cujos trabalhos estão paralisados.

Dirigentes cívicos e estudantis de Sucre, mobilizados pela reivindicação de que a sede do governo nacional seja transferida de La Paz para a cidade, disseram que não vão permitir as deliberações da assembléia se o tema da capital do país não for incluído no debate sobre o texto constitucional.

A assembléia, que funciona em Sucre há pouco mais de um ano, e tem até dezembro para concluir seu trabalho, está paralisada desde o dia 15 de agosto, quando resolveu tirar da agenda de discussões o tema da sede do governo.

A crise da Constituinte ameaça impedir a concretização da principal promessa política do presidente Evo Morales, de “refundar” a Bolívia, o país mais pobre da América do Sul, com uma Constituição que dê mais poder aos povos indígenas e consolide sua política de nacionalização da economia.

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