O incêndio que começou no mato próximo do córrego da Grama, no Jardim Rosa Branca, ontem à tarde, por pouco não atingiu uma casa localizada na quadra 10 da avenida Pinheiro Machado. O fogo, que a princípio estava no fundo do vale, se alastrou rapidamente morro acima e atingiu um galpão onde eram guardados vários objetos, inclusive uma grande quantidade de pneus.
As labaredas ficaram a poucos metros de uma residência, única naquela quadra, próxima da linha férrea. Sete pessoas moram na casa e quase todas estavam no local no momento do incêndio. A primeira viatura do Corpo de Bombeiros que chegou ao local não tinha água. Os policiais militares tentaram apagar o fogo com ramos de folhas até que a viatura com água chegasse, minutos depois.
O helicóptero Águia da Polícia Militar também foi acionado e usou água do Clube Fortaleza para apagar o fogo. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram utilizados, no total, 13 mil litros de água, sendo 8 mil com auxílio de um caminhão-pipa da prefeitura, e outros 5 mil com a ajuda do helicóptero que carrega água no puçá.
“Meu marido e eu estávamos do lado de fora e vimos quando o incêndio começou. Logo, chamamos os bombeiros. Enquanto eles não chegavam, tentamos conter as labaredas com folhas”, disse Fátima Vilela, 52 anos. A mulher, seu marido, os filhos, nora e um neto de um ano são moradores da casa que quase foi atingida.
Vilela disse que é comum vândalos colocarem fogo no mato. Ela disse que já chamou a atenção de pessoas que passam próximo da linha férrea fumando. “Falei para não fumarem pois a mata está muito seca e pega fogo rápido, mas não adianta”, reclamou.
Assustados
Assustados com a possibilidade do fogo atingir o imóvel, os moradores retiraram o caminhão, moto e animais de estimação. Um cão foi amarrado no caminhão e os pássaros ficaram dentro de gaiolas, no chão.
Além doprejuízo financeiro, a filha de Fátima, Érika Ramos, 30 anos, lastimou a perda da árvores que estavam na entrada da residência. “A jabuticabeira estava carregada de frutas. É uma pena”, disse. Segundo a moradora, esta foi a terceira ou quarta vez que pegou fogo naquela mata, desde que eles residem no local, há 13 anos.
Algumas pessoas curiosas adentraram o mato para ver o incêndio. Motoristas que passavam pela avenida também estacionaram seus automóveis para olhar mais de perto.