Dubai - O líder da Al-Qaeda, Ossama bin Laden, pediu aos muçulmanos do Paquistão que declarem “guerra” ao governo do presidente Pervez Musharraf, em uma gravação de áudio divulgada na internet.
A iminente “declaração de guerra” havia sido antecipada na manhã de ontem em um vídeo do médico Ayman al Zawahiri - o “braço direito” de Bin Laden.
Na mensagem, o líder terrorista afirma que a rede Al-Qaeda irá “vingar o sangue derramado nos campos do islã”. “É obrigação de todos os muçulmanos do Paquistão lançar uma jihad para combater e derrotar o governo de Musharraf, seu Exército e todos os que o ajudam”.
A ameaça coincide com o anúncio feito ontem sobre a data exata das eleições presidenciais no Paquistão, marcadas para 6 de outubro, nas quais Musharraf deve concorrer à reeleição.
As novas mensagens difundidas pela Al-Qaeda fazem parte de uma campanha de propaganda em torno do sexto aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center.
No início deste mês, dois vídeos com imagens de Bin Laden foram divulgados. O líder da rede não aparecia em gravações há três anos por alegadas “razões de segurança”.
Al Zawahiri começa condenando a ação militar paquistanesa, em julho último, contra extremistas que tomaram a Mesquita Vermelha em Islamabad.
Ele elogia também um dos líderes dos rebeldes, Abdul Rashid Ghazi, que foi morto nos confrontos.
De acordo com o vice-líder da Al-Qaeda, a ofensiva demonstrou a “pequenez de Musharraf e de suas forças, que não merecem a honra de defender o Paquistão, um país muçulmano onde as forças de ordem de Musharraf agem sob o comando de (George W.) Bush”.