Internacional

Mianmar: violência deixa três mortos

Folhapress
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Yangun - Confrontos entre tropas e manifestantes contrários à junta militar que governa o país deixaram ontem três mortos - dois monges e um civil - em Yangun, maior cidade de Mianmar.

Os protestos - os maiores em 20 anos - se iniciaram em agosto, devido ao aumento no preço de combustíveis.

A manifestação cresceu e ganhou adesão de vários grupos do país, que foram além da questão econômica e adentraram na seara política. Mianmar é um país da Ásia meridional governado por um governo militar desde 1988 que reprime com força manifestações a favor da democracia.

Em setembro, monges budistas aderiram aos protestos e isto mudou o peso das manifestações, pois limita a repressão.

Ontem, cerca de 100 mil pessoas foram às ruas de Yangun, apesar do toque de recolher decretado anteontem na cidade e em Mandalay, a segunda maior cidade de Mianmar. Soldados e policiais atiraram bombas de gás lacrimogêneo contra os monges, tentando bloquear a região do pagode (santuário oriental de vários andares construído em forma de pirâmide) de Shwedagon, o principal templo sagrado do sudeste da Ásia, que tornou-se símbolo das manifestações.

Cerca de 200 monges foram detidos em frente ao pagode. Muitos dos manifestantes utilizavam máscaras cirúrgicas para se protegerem dos efeitos do gás lacrimogêneo. Alguns deles foram agredidos por policiais enquanto eram arrastados à força do local.

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