Regional

Projeto caça tesouros arqueológicos no rio Tietê

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Barra Bonita, Promissão, Ibitinga e Bariri têm em comum reservatórios de hidrelétricas no curso do rio Tietê. Outro fator que aproximará esses municípios da região de Bauru está escondido nas margens dos reservatórios. Pesquisadores poderão localizar os primeiros sítios arqueológicos e definir reservas arqueológicas para a preservação do patrimônio histórico até então desconhecido, mas enterrado nas bordas das represas.

A concessionária de energia AES Tietê elaborou o que está sendo considerado o primeiro projeto do Brasil que cria reservas arqueológicas e preserva o patrimônio histórico das margens.

O projeto, coordenado pela pesquisadora Érica Robrahn Gonzalez, conta com o apoio institucional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e será implantado nos reservatórios de dez usinas hidrelétricas, abrangindo as quatro instaladas na região de Bauru.

O Plano de Manejo Arqueológico será implantado nas regiões Central e Noroeste do Estado de São Paulo e visa o mapeamento e cadastramento de sítios arqueológicos localizados nas bordas dos reservatórios das centrais hidrelétricas administradas pela empresa.

A duração do projeto é de oito anos, sendo que a primeira etapa, que começou no início deste ano, deve ser concluída em dois anos. De acordo com Érica Gonzalez, pesquisadora associada da Unicamp pelo Núcleo de Estudos Estratégicos, o projeto foi dividido em duas etapas. Na primeira fase, que são os primeiros dois anos, será feito o diagnóstico e a localização dos sítios existentes nas bordas dos reservatórios.

“A partir deste conhecimento (quantidade, tipos e estado de conservação dos sítios), elaboraremos o Programa de Manejo que criou a implantação destas áreas de preservação e uma série de atividades paralelas”, explica a pesquisadora.

Na segunda etapa, segundo ela, será feita a instalação das reservas e de todas as ações que elas têm de promover e será implantado o programa público junto ao grupo social envolvido no projeto. “Então, o programa visa justamente mapear estes vestígios arqueológicos e estabelecer medidas de controle para a preservação deles”, completa.

Foi montado um grupo fixo de dez profissionais de diversas áreas de conhecimento, composto por arqueólogos, historiadores, educadores, geógrafos e geólogos, para acompanhar o projeto, aprovado pelo Ministério da Cultura (MinC) por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). “A equipe fixa estará definindo a parte estratégica e de desenvolvimento completo do programa”, revela Gonzalez. Além da equipe fixa, serão criadas equipes de campo, grupos para desenvolver programas específicos e equipes de educação patrimonial. “Elas serão formadas dependendo da atividade que no momento está sendo desenvolvida”, completa.

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