Moscou - Vladimir Putin, 55 anos, o todo-poderoso presidente russo, anunciou ontem a decisão de encabeçar a chapa do partido Rússia Unida nas eleições legislativas de 2 de dezembro. Também sinalizou a intenção de se tornar primeiro-ministro.
Impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato presidencial, ele se tornaria premiê e continuaria a exercer o poder de maneira centralizadora, tendo como sucessor no Kremlin algum político discreto, que lhe seja leal e não ameace sua popularidade.
É ao menos essa a interpretação de boa parte dos especialistas, hoje pegos de surpresa pelo discurso feito pelo presidente. “Precisaremos deixar de lado o chavão de que o tsar da Rússia é em verdade o presidente’’, disse Gleb Pavlovsky, analista próximo do Kremlin.
Washington exortou as autoridades russas a promover eleições “livres e democráticas”.