Pyongyang - O presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, expressou ontem sua satisfação em encontrar o líder norte-coreano, Kim Jong Il, abrindo caminho para que os dois países divulguem hoje uma declaração conjunta após a reunião.
Os dois lados devem assinar um acordo na parte da manhã de hoje, segundo Cheon Ho-seon, porta-voz de Moo-hyun. Não foram divulgados detalhes a respeito do pacto.
Ontem, Roh e Kim ficaram reunidos durante cerca de duas horas, no segundo encontro entre líderes das duas Coréias. Anteriormente, Kim havia proposto que o encontro durasse mais um dia, mas depois voltou atrás, dizendo que as discussões “haviam sido suficientes”.
“Não chegamos a nenhum consenso. Houve pontos sobre os quais nossas opiniões coincidiram, e outros sobre os quais elas divergiram”, disse Roh durante um intervalo. “No entanto, ficou claro que Kim possui um desejo firme pela paz, e entramos em um consenso de que é preciso que se chegue a um acordo de paz”, acrescentou o sul-coreano.
“A Coréia do Norte ainda não confia plenamente no sul. Temos que nos esforçar para quebrar a barreira da desconfiança”, disse ainda Roh.
Segundo ele, Kim disse “lamentar” que o impasse em torno de seu programa nuclear tenha impedido maior cooperação econômica com a Coréia do Sul.
Reator nuclear
A Coréia do Norte aceitou desativar seu reator nuclear de Yongbyon e outras instalações nucleares até o final deste ano, para em troca receber 1 milhão de toneladas de combustível e a perspectiva de sair da lista de países apontados pelos EUA como patrocinadores do terrorismo. A declaração foi divulgada ontem em Pequim, depois que todas as partes - EUA, China, Rússia, Japão e as duas Coréias - a assinaram.