Tribuna do Leitor

Como os nossos pais


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Quando somos crianças associamos fatos e eventos diários a histórias que nos são contadas por nossos pais, avós... E fazendo essa associação, acabamos denominando pessoas que se destacam como heróis.

Tomando por base nossa realidade, uma pergunta pode vir à mente: onde estão os nossos heróis?

Pergunta difícil de ser respondida, afinal, estamos cercados de “vilões”, estes que, com suas ardilosas armações, acabam tornando a “espécie dos heróis” em uma categoria em extinção.

Se ao fazer uma análise do presente não encontramos respostas, entremos então num “túnel do tempo” para que assim possamos encontrar as mesmas.

Podemos creditar essa “falta de heróis” a esperança de cada cidadão que, pouco a pouco, com o passar dos anos e dos acontecimentos, vai ficando cada vez mais escassa.

Há cerca de 20 anos vivemos no auge dos tempos “heróicos” onde poetas, músicos ou até mesmo “pessoas comuns” que, ao se rebelarem contra o sistema, viravam porta-vozes dessa imensa e carente Nação.

Nação “privilegiada” era aquela que, mesmo reprimida, era esperançosa, e além disso, não tinha medo do amanhã. Pelo contrário, tentava contribuir, muitas vezes só com palavras, para um mundo melhor.

Mas será que essa geração morreu? Será que esse nosso “instinto revolucionário” ficou “caduco” com o passar dos anos?

“Nossos ídolos morreram de overdose”, mas ainda são os mesmos e, suas músicas e poemas continuam cada vez mais atuais.

Enfim, o que devemos realmente nos dar conta é , como diria Elis Regina : “Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais!” E, quando nos dermos conta realmente desse fato, o nosso “instinto revolucionário” aflorará e, resultando em “Dom Quixotes tupiniquins”, terão sede por justiça fazendo de tudo para alcançá-la!

Mayara Cruz Teixeira - estudante Colégio Fênix - RG 46.761.902-5

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