Temos plena convicção de que não se combate a violência com violência, a não ser numa reação de sobrevivência própria ou de outrem. Se não roubassem tanto nos três Poderes, certamente não haveria tanta criminalidade, o marginal seria resgatado para a sociedade, porque ninguém nasce bandido. Todos são fruto de uma só causa, o abandono social, emocional e físico, e se o governo é responsável, é porque nós elegemos todos os governantes que por lá transitam. Não devemos criticar aquele descompromissado eleitor que foi beneficiado com a cesta básica, o vale-gás ou a bolsa-escola, porque isto significa economia para a família e eles se vêem gratos em retribuir em voto nas urnas.
É uma política não de partidos, mas de misérias. O nosso voto não significa absolutamente nada diante deste amontoado de analfabetos que lotam as urnas e elegem estes políticos desprovidos de compromissos com a população e que comandam este nosso amado País. Muito me revolta quando penso nas causas, e não no ser humano marginalizado. Temos que identificar os culpados, e não as conseqüências. O marginal também é vítima, bem como suas famílias. Tenho certeza de que a maioria sofre em ter um filho relegado ao cárcere. Não defendo o marginal, apenas identifico a causa, quais sejam nossas escolhas de administradores.
Deborah Farah