Cultura

Keller usa o Oriente em casacos de patchwork

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

Do Oriente, Paulo Keller uniu a forma geométrica dos quimonos às técnicas do patchwork, que surgiram na China e se popularizaram nos Estados Unidos a partir do século 19. O resultado são dez casacos femininos que ficarão à mostra na exposição “Hantem Jacket”, aberta nesta noite no Templo Bar.

“Pode usar sobre um jeans, uma camiseta; tanto em ocasiões mais formais como casuais”, indica o decorador de ambientes e artista plástico nas horas vagas. Há mais de dez anos cultivando o hobby de emendar retalhos costurados, esta é a segunda vez que Keller expõe trabalhos em patchworks. “A primeira foi de mantas utilitárias, no próprio Templo (em 2004)”, lembra.

O patchwork é a emenda dos retalhos costurados de maneira que formam desenhos, que conclui a parte de cima do trabalho chamado de tampo. Depois é feita a sobreposição de tecidos com três camadas: tampo, enchimento e forro. Estas camadas de tecido são presas por pespontos chamados de quilt.

Keller explica que a técnica do patchwork tem sua origem na China. Alguns anos depois foi propagada no Egito Antigo e, em seguida, na Europa Central. Os ingleses acabaram se apropriando das técnicas e levaram para os Estados Unidos, onde, por questões econômicas, o reaproveitamento de tecidos passou a ser mais intenso. “Não havia tecido quando os colonizadores chegaram aos Estados Unidos. Por isso, ficaram um bom tempo reaproveitando tudo isso”, conta o artista.

“Hiperelaborados e disponíveis a preços compatíveis”, na palavra do próprio criador, alguns casacos de Keller são bordados com 500 gramas de cristal de quatro milímetros de espessura. Impossível é escolher entre um e outro. “Eu gostaria de todos. Porque cada um é um momento, fala alguma coisa, tem uma técnica diferente”, afirma. Os casacos ficarão expostos em bambus pretos, “assim como os museus do Japão e do mundo expõem os quimonos”, conclui.

• Serviço

Exposição “Hantem Jacket”, com trabalhos de Paulo Keller, até o dia 23 de outubro no Templo Bar (rua Benjamin Constant, 1-34). A visitação é gratuita. Mais informações: (14) 3223-3493.

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