Polícia

Bingo funcionava camuflado em casa

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Num sobrado localizado na quadra 6 da rua Capitão João Antônio, no Centro de Bauru, que aparentemente seria uma residência, funcionava um bingo clandestino. No início da noite de ontem, a Polícia Civil cercou o imóvel e apreendeu no local 26 máquinas de videobingo após surpreender o estabelecimento em pleno funcionamento: havia segurança na porta, gerente e 15 mulheres jogando.

Para não levantar suspeita, já que a prática de jogo de azar é proibida por ser considerada contravenção penal, as pessoas chegavam ao local e tocavam o interfone. O segurança só permitia a entrada após se certificar de que se tratava de um ou uma “cliente”.

Porém, após investigar o “negócio” por mais de 15 dias, os policiais do 3.º Distrito Policial constataram que havia movimentação de pessoas no local, que ao tocar o interforne diziam uma senha para conseguir entrar. “Uma investigadora passou-se por cliente e abriram a porta para ela. Depois, entramos e flagramos as pessoas jogando”, conta o delegado Silberto Sevilha Martins, titular do 3.º DP.

Além das máquinas em pleno funcionamento, com 15 mulheres jogando, a maioria idosas, os policiais apreenderam no local três cadernos com a contabilidade e cerca de R$ 2 mil entre dinheiro e cheque. “Acreditamos que esse dinheiro seja do movimento do dia”, frisa o delegado.

Todos as pessoas que estavam no bingo clandestino como clientes foram qualificadas pela polícia. O segurança e a gerente do “estabelecimento” foram ouvidos e, ao final, todos foram liberados. “Agora, vamos oficiar a prefeitura para nos informar quem é o proprietário do imóvel e trabalhar para identificar o dono dessa casa de jogos”, comenta o delegado.

Já as máquinas, que foram apreendidas, ficaram no próprio prédio, que foi interditado pela Polícia Civil. De acordo com Martins, as máquinas passarão por perícia da Polícia Técnica, para confirmar que se tratam de instrumento para jogos de azar. A pena para a contravenção penal é de prisão de três meses a um ano e multa.

Comentários

Comentários