Tribuna do Leitor

Desinformação lamentável


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Lamentamos profundamente os graves equívocos políticos e de compreensão dos fatos, contidos na carta da sra. Ana Lúcia, na Tribuna do Leitor de 17/10/07. Situa-se o leitor que a reunião convocada no Teatro Municipal por uma comissão assessorada pela Administração Municipal para o dia 22 passado, tinha o objetivo de apresentar e votar, de uma só vez, mais de sessenta artigos (que num passe de mágica se transformaram em 235 artigos) de um novo projeto de estatuto do magistério. Óbvio que não estaria garantido o amplo debate sobre o projeto. A referida Comissão criou muita polêmica na Rede de Ensino ao propor, junto com o Governo Tuga, a extinção da carreira do Magistério, vedando os concursos de acesso aos diversos cargos da Educação Municipal. Diante disso o Sinserm convocou assembléia anterior ao dia 22 para debater o assunto, tendo sido aprovada por unanimidade dos presentes a defesa da manutenção da carreira e a revisão do projeto junto com a categoria, já que o tema é muito sério e define tanto a vida dos profissionais do magistério, como a qualidade do ensino público municipal, no qual sempre confiaram os pais e mães de alunos.

Ao final da reunião do dia 22, houve votação e a ampla maioria dos presentes concordou com a proposta do Sindicato de manter a carreira do magistério, o que contrariou interesses da administração, da referida Comissão e de alguns, como a sra. Ana Lúcia, que acreditavam no extermínio da carreira, existente há mais de 50 anos na cidade de Bauru. O que é bom tem que ser melhorado e não extinto. Vale lembrar que a referida Comissão, antes do dia 22, já havia feito uma pesquisa viciada que induzia os profissionais do Magistério a votar pela extinção da carreira, e mesmo assim 67% da categoria votou para manter o concurso de acesso aos cargos da Rede de Ensino.

Quanto à reposição em julho de 10 dos 24 dias da greve do ano passado (a maior e histórica greve dos servidores municipais, que levantou a moral da categoria espezinhada e humilhada), a proposta do Sinserm era para ser 5 em julho e 5 em dezembro, mas a secretária Ana Maria Daibem quis dar um “castigo” àqueles que resolveram lutar por seus direitos e determinou os 10 dias de uma vez só, inclusive exigindo mais três dias no final do ano, rasgando o acordo de encerramento da greve e a palavra do Governo Tuga. Por isso entramos na Justiça pedindo o pagamento das horas extras desses 3 dias, além de danos morais aos profissionais perseguidos pela “democrática” secretária da Educação.

Este Sindicato jamais se omitirá diante de ataques à categoria, mesmo contrariando interesses de alguns e dos sucessivos governantes municipais. Não é à toa que atuamos fortemente na cassação de mandatos de corruptos sem nos intimidarmos com as ameaças sofridas. Não é à toa que saltamos de 300 associados quando assumimos o Sindicato para cerca de 4 mil hoje. Sindicato é pra lutar.

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região - Sinserm

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