Tribuna do Leitor

Eu tenho mais moral


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“Ninguém nesse país tem mais autoridade moral, ética e política do que eu e nosso partido. Admitimos que tem gente igual, mas não que tenha melhor”. A frase, fruto da mente venal e egocêntrica de Lula, deve ser coroada como uma dos mais estúpidas e insensatas frases jamais ouvidas na “história desse País”. Ele e todos os petistas passaram dois anos negando a existência do mensalão, embora todas as provas materiais fossem visíveis. O STF deu um show à parte ao receber a denúncia dos 40 ladrões, que faria corar de vergonha qualquer um que ousasse ter discordado no passado. Mas Lula não, ele não se cora, não se avexa.

Pelo contrário, na condição de arauto da impunidade, ainda convidou o partido a ser solidário com os mensaleiros, muitos dos quais ainda se encontram umbilicalmente ligados ao governo. Se fosse comigo, já teria morrido de vergonha. Como olharia meus pais e meus filhos? E encarar meus amigos e vizinhos?

Uma pessoa só consegue suportar essa situação de duas formas: se for provida de uma cara-de-pau infinita ou se conviver entre pessoas que são iguais a ela. Um ladrão não tem vergonha de outros ladrões. Um vigarista não se envergonha diante de outros vigaristas. Nos lautos jantares e festas entre a classe política, todos passeiam com desenvoltura de homens bem sucedidos. Senti um frio na barriga quando entendi que talvez Lula - e aqueles outros - achem que eu sou igual a eles. Portanto, poderiam conviver comigo como se nada tivesse acontecido. Não sou igual a ele. Meus amigos não são criminosos. Meus empregados não são bandidos. As pessoas com quem me relacionam não são corruptas. Meus negócios são transparentes e meu dinheiro tem origem lícita. Definitivamente, não sou igual ao Lula e ao PT. Posso enfim dormir tranqüilo.

Ivan Garcia Goffi - OAB/SP 165.173

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