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Melhoria contínua: Supercondução


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Os pesquisadores comparam a supercondução elétrica à conhecida brincadeira de derrubar dominós enfileirados. Esse jogo ocorre apenas se a fila estiver muito bem alinhada, de tal forma quando a primeira peça de dominó é derrubada, as demais caem inevitavelmente uma na seqüência da outra, em um movimento de cascata.

Na supercondução a resistência à passagem dos elétrons em movimento ordenado é praticamente zero, eliminando com isso as perdas que ocorrem em sistemas elétricos em condições normais. Consegue-se a supercondução, até o prezado momento, em alguns materiais somente nas temperaturas próximas a 273 graus negativos.

O objetivo dos pesquisadores é conseguir a supercondução em materiais na temperatura ambiente. De fato, a supercondução é apenas uma forma de organizar o movimento das partículas que existem dentro de todo fio elétrico.

A natureza é sábia. Precisamos observá-la mais. Nessa linha de raciocínio, conheci poucos executivos sensibilizados, conscientizados e empenhados em alinhar as energias dos seus colaboradores.

Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é um ótimo exemplo nessa área. Realiza encontros com os funcionários, em finais de semana, para alinhá-los. Ela se esforça para conseguir a supercondutividade empresarial, que pode ser traduzida por conduta alinhada com os objetivos, metas, negócio, missão, valores, padrões, normas e procedimentos da organização, de maneira espontânea. Em outras palavras, colocar todos remando no mesmo sentido e com entusiasmo. Com isso reduz-se sensivelmente o desperdício de energia na empresa, similar à condução de energia elétrica na supercondutividade.

A organização agindo assim, além de fluir mais rápida, faz mais produção com menos custo, torna-se mais criativa e adapta-se facilmente a qualquer nova situação. Acredito que quando isso ocorre a empresa coloca a sua alma no negócio, provocando máximas performances.

O que se vê por aí são muitas empresas resistivas. São amarradas, lentas, complexas, cheias de intrigas departamentais e principalmente com resistências culturais. Na minha opinião, o grande responsável pela condição resistiva ou supercondutiva é a liderança. O líder supercondutivo tem consciência que são as pessoas o principal patrimônio da organização e em face disso investe muito do seu tempo com os funcionários, que interpretam como respeito, confiança, amizade e principalmente como reconhecimento. Esses líderes são indivíduos especiais que amam e priorizam as pessoas.

Davison de Lucas é diretor da M.Davison & Associados, consultor organizacional e palestrante.

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