Regional

Engenheiro destaca potencial eólico

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Para Augusto d’Oliveira, o País possui pelo menos três alternativas à energia nuclear: a eólica (produzida a partir do vento), hídrica (a partir da água) e cogeração (a partir da queima da palha da cana). Todas seriam mais baratas, rentáveis e limpas se comparado aos reatores de fissão de urânio.

A sua preferida é a eólica. “Ela permite um custo por megawatt (MW) inferior à hidroelétrica na maioria dos casos e, em todos as vezes, ela sai mais barato que a nuclear. Além disso o Brasil tem um dos maiores potenciais do mundo”, diz.

De acordo com o físico, sem levar em consideração as usinas que podem ser construídas no oceano, o País teria potencial de 146 mil MW. “Isso é suficiente para tocar três Brasis”, afirma. “Hoje temos um parque eólico de cerca de 200 MW. Número muito tímido ainda”, completa.

Seus cálculos apontam que, com o investimento previsto para o término de Angra 3, os cata-ventos gigantes poderiam produzir energia e empregos em índices muito superiores. “É uma mina de oportunidades. O País vai gastar R$ 7,5 bilhões para terminar Angra 3. Já gastou R$ 1,5 bilhão. Com esse dinheiro dava para construir um parque eólico que produziria três vezes mais energia e geraria 32 vezes mais empregos”, calcula.

São Paulo não tem bom parque eólico (50% da capacidade está no nordeste). Segundo d’Oliveira a solução seria investir numa rede interligada de geração ou instalar mais usinas de cogeração. “É um sistema muito rentável e a poluição é totalmente compensada pela fotossíntese da própria plantação que vai ser queimada. Praticamente carbono neutro”, diz.

Em entrevista à Agência CanalEnergia, o coordenador de Energia da Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo, Jean Césare Negri, afirmou que o Estado possui 150 usinas de cogeração em operação, com capacidade instalada de 1,7 mil MW. Outras 74 estariam em implantação.

____________________

Possíveis localizações das usinas

O engenheiro nuclear Augusto Brandão d’Oliveira, teve acesso a informações que indicariam os possíveis locais aonde serão instaladas as três usinas nucleares previstas para serem construídas em solo paulista.

“A única das três que está praticamente definida é a de Araçatuba, que deve ser em Castilho ou Sudmenucci (cidades localizadas no raio de 70 quilômetros).

Outra provavelmente será em Barra Bonita. A última nas cidades de Fronteira ou Icém”, afirma.

Comentários

Comentários