Internacional

Zeng deixa cargo e favorece Hu Jintao

Por Cláudia Trevisan | Folhapres
| Tempo de leitura: 2 min

Pequim - O mais forte adversário do presidente Hu Jintao no grupo de nove pessoas que detêm o poder máximo na China deixou o cargo ontem, no encerramento do 17º Congresso do Partido Comunista. Zeng Qinghong não está entre os 371 escolhidos para o Comitê Central, o que significa que ele não poderá ser reconduzido ao Comitê Permanente do Politburo, cujos integrantes serão conhecidos hoje.

Quatro dos nove postos do mais poderoso órgão de direção da China serão renovados, em um movimento que pode reforçar a posição de Hu e abrir caminho para ascensão da geração que assumirá o poder a partir de 2012 e comandará o país pelo menos até 2017.

Aliado do ex-presidente Jiang Zemin, Zeng Qinghong era considerado a principal sombra ao poder de Jintao dentro do organismo. A sua exclusão do Politburo não foi resultado de rejeição por parte dos delegados.

Com 68 anos, Zeng já tem a idade que o Partido Comunista costuma adotar para a aposentadoria dos ocupantes de seus organismos de liderança. Sua saída estava decidida antes da votação, e seu nome não foi incluído na relação de candidatos submetida aos 2.213 delegados.

Como ocorre com líderes proeminentes, a aposentadoria tem peso simbólico e é vista como um exemplo a ser seguido pelos ocupantes de cargos inferiores, para que haja renovação nos organismos de comando do partido. O gesto era esperado, mas não havia garantia de que ele ocorresse.

Hu ganhou com a aposentadoria de Zeng, mas foi obrigado a engolir a manutenção no Comitê Permanente do Politburo de Jia Qingling, 67 anos, outro protegido de Jiang Zemin, que sobreviveu apesar de ser suspeito de corrupção.

A expectativa agora é em relação aos quatro novos integrantes do Comitê Permanente do Politburo, entre os quais estará o homem que deverá suceder Hu em 2012, quando o presidente deixará o cargo.

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