Internacional

Estudantes protestam contra o aumento de poderes para Chavez

Folhapress
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Caracas - Milhares de estudantes venezuelanos enfrentaram ontem a polícia, que usou gás lacrimogêneo para impedi-los de chegar ao Congresso e solicitar um adiamento do plebiscito sobre o projeto de reforma constitucional apresentado pelo presidente Hugo Chávez.

Várias barreiras formadas por centenas de guardas nacionais (militares) e a polícia antichoque foram enviadas para os arredores da sede do poder Legislativo, que teve o acesso restrito. Os manifestantes cantavam o hino nacional e um caminhão com a placa “não” liderava o protesto. Uma comissão de estudantes pretendia entregar um documento ao Congresso.

Na sede da Assembléia Nacional, dezenas de seguidores do presidente Hugo Chávez, vestindo as camisas vermelhas da situação, ocuparam posições nas instalações que foram fechadas.

Conflitos

Várias brigas foram registradas em diferentes pontos. Os manifestantes lançaram garrafas e objetos contra os policiais, que tentavam impedir o acesso ao Palácio Legislativo, enquanto os estudantes nas ruas já chegavam aos milhares.

Esta é a primeira grande manifestação de rua contra a reforma que visa a estabelecer o “socialismo do século 21” na Venezuela, como define Chávez.

O projeto inclui a reeleição presidencial indefinida e permite ao governante ter novas atribuições consideradas pela oposição como “uma maior concentração de poder”.

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