Pirajuí - Agentes penitenciários da Penitenciaria “Doutor Luiz Gonzaga Vieira”, a P2, de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), promoveram uma paralisação, ontem, durante três horas. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop), que acompanhou as negociações, os agentes reivindicam a saída do diretor-técnico da unidade prisional, Antonio Freitas Gomes.
A mobilização ocorreu exatamente na troca de turno dos agentes no início da manhã e durou o tempo necessário para os cerca de 30 servidores apresentarem suas reivindicações ao coordenador do Sistema Prisional da Região Noroeste, Luís Carlos Catirse. Por volta das 9h, segundo o sindicato, os agentes entraram para o trabalho.
“No entanto, eles afirmam que, se a situação não for resolvida, poderá haver nova interrupção”, destaca informe distribuído pelo sindicato à imprensa.
Conforme denúncias dos agentes ao Sindcop, a mobilização se deve à insatisfação em relação ao comportamento do diretor-técnico. As supostas irregularidades listadas pelos servidores apontam que Gomes teria apreendido aparelhos celulares na sala do refeitório da penitenciária, mandado violar armários de funcionários, entre outras ações consideradas pelos agentes penitenciários como irregularidades que estariam sendo cometidas pelo diretor-técnico.
O Sindcop diz já ter recebido as denúncias e repassado, em forma de representação, para a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). “A entidade também decidiu apoiar o movimento realizado pelos funcionários”, acrescenta a nota sindical.
A reportagem tentou contato com Luís Carlos Catirse, coordenador do Sistema Prisional da Região Noroeste. Entretanto, sua assistente disse que ele não tinha autorização para comentar o assunto. Por meio de sua assessoria de imprensa, a SAP informou que não comenta assuntos que envolvam a segurança interna de suas unidades prisionais. A Secretaria também ressalta que a suposta irregularidade verificada no interior das prisões são investigadas. “Com relação a supostas denúncias, todas serão apuradas pela Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário”, finaliza.