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Prêmio bloqueado da Mega perde mais de R$ 309 mil

Folhapress
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São Paulo - O prêmio da Mega-Sena de R$ 27,7 milhões que é disputado entre o empresário Altamir José da Igreja, 52 anos, da cidade de Joaçaba (SC), e um dos empregados de sua marcenaria, Flávio Júnior de Biassi, 21 anos, permanecerá bloqueado por ao menos mais 22 dias, de acordo com o Tribunal de Justiça (TJ). Somente entre o dia 5 de setembro - quando o valor foi bloqueado pela Justiça - e o próximo dia 16 de novembro, se estivesse aplicado em poupança, o prêmio teria rendido R$ 309.572,43. O montante seria suficiente para comprar 15 carros populares por R$ 20 mil cada um, conforme tabela de preços médios da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Os R$ 27,7 milhões pagos pela Caixa Econômica Federal ao empresário estão bloqueados desde o último dia 5 de setembro, a pedido do marceneiro. Biassi acusa o patrão de ter se apropriado indevidamente do bilhete premiado e, conseqüentemente, do prêmio milionário.

O empresário recorreu da decisão da Justiça de Joaçaba de bloquear o montante, sem sucesso - no último dia 1, o desembargador do TJ Jaime Luiz Vicari recusou o pedido. O empresário recorreu mais uma vez, e o novo recurso deve ser apreciado pelos magistrados da recém-criada 4.ª Vara de Direito Civil do TJ, cuja primeira reunião só será agendada para depois do próximo dia 15 de novembro.

Na ação cautelar que provocou o bloqueio do prêmio, o marceneiro afirma que pegou uma carona para casa com o chefe e que, no caminho, os dois tentaram parar em uma lotérica para fazer suas apostas, mas desistiram porque não conseguiram estacionar. O patrão, de acordo com o marceneiro, ficou responsável por voltar à lotérica e fazer a aposta em nome do empregado, que teria entregue a ele um papel com os números premiados e R$ 1,50.

Conforme o marceneiro, no domingo após o sorteio, o empresário chegou a ligar para ele para comemorar a conquista mas, na segunda-feira, afirmou que tinha ganho sozinho e lhe ofereceu R$ 8 mil. O marceneiro diz que os números apostados (03, 04, 08, 30, 45 e 54) são uma combinação feita a partir de um número de celular; e o empresário diz que são uma combinação feita a partir das datas de nascimento dele (30/ 09/54) e da filha (03/04/88).

Todos os montantes referentes ao prêmio estão, atualmente, bloqueados. No recurso que pedia a liberação do dinheiro, o empresário alegava que era o portador do bilhete e, por isso, o proprietário do prêmio; que fora sozinho à lotérica efetuar a aposta; e que havia oferecido R$ 8 mil a Biassi pois prometera lhe dar uma moto, se ganhasse.

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