Bairros

Comemorar ou reivindicar, eis a questão

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Toda data considerada comemorativa é motivo de festa. Vide o Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia das Crianças, Dia do Professor e em menor escala o Dia do Amigo, Dia da Vovó, entre outros. No entanto, qual é a tônica do Dia do Funcionário Público? O que os servidores municipais, estaduais e federais têm a comemorar neste dia, criado por Getúlio Vargas em 1943?

O JC foi atrás desta resposta com representantes dos servidores nos três níveis de governo, e descobriu que eles sentem a pressão de ter que colocar a máquina pública para funcionar, muitas vezes sem a devida valorização, mas nem por isso deixam de ter algo a celebrar.

Para Antônio Luiz Ribeiro Machado, presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPesp), apenas a lembrança do que o servidor público já representou e dos direitos que teve. “Hoje ele está comemorando o Dia do Servidor dentro de uma projeção de nostalgia, porque para o futuro a situação é preocupante”, afirma.

O presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp) de Bauru, Norival Agnelli, aponta que há uma cultura arraigada no servidor público, mais de reivindicações do que de comemorações. “Isso é cultural no servidor, reivindicar melhores salários e condições de trabalho”, ressalta.

Contudo, Agnelli também destaca que o servidor público tem certo reconhecimento da sociedade, e isso é um fator a ser comemorado, mesmo com algumas dificuldades de relacionamento entre servidores e população, mais acentuadas em algumas repartições. “De modo geral, há um crescente reconhecimento do servidor público por parte da população”, destaca.

Para o administrador da Executiva Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Bauru, Cristino Aparecido Cabrera Machado, os servidores têm mais a reivindicar do que a comemorar, principalmente por questões salariais.

Entre os itens a serem comemorados, Machado destaca a modernização e a qualificação do serviço público. “E também o envolvimento dos servidores com as causas”, salienta, afirmando que há uma articulação de programas que tem facilitado o trabalho dos servidores.

Já para a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (Sinserm) Idelma Corral, a categoria não tem nada a celebrar, principalmente no âmbito salarial. Para ela, em três anos de administração, o prefeito Tuga Angerami pouco fez para valorizar o funcionalismo municipal. “Aquilo que ele prometeu na campanha, a valorização dos servidores, até agora não veio”, aponta, afirmando que, pelo contrário, direitos foram retirados dos servidores e não há políticas de valorização da categoria.

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