Bairros

A realidade batendo à porta


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Se o papel do servidor público é servir, essa função está sendo muito bem desempenhada pela assistente social Sueli Mello Felipe de Andrade, coordenadora do Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do Parque Santa Cândida, um dos bairros mais pobres de Bauru.

Essa realidade convive com Sueli desde 1994, quando ingressou no serviço público. Desde então, vem trabalhando com assistência social, primeiro com crianças de rua até chegar ao Cras. O serviço público definiu a profissão que ela escolheu. “Entrei só com o ensino médio, mas depois de assistir ao trabalho das assistentes sociais, vi que era isso que eu queria e fui para o serviço social”, ressalta.

Nesse período, Sueli passou por várias unidades do Cras e chegou ao Santa Cândida para substituir uma colega. O trabalho direto com a dura realidade das famílias pobres é enfrentado de cabeça erguida. Segundo ela, trabalhar na periferia é lidar com as frustrações. Mesmo com algumas ações que vão melhorando a vida das pessoas, ainda assim, a realidade é bastante dura.

No caso da assistente social, o termo servidor público está bem caracterizado, já que no Parque Santa Cândida o contato com a população é direto. “Eles têm suas queixas e eu não tiro a razão deles. Nós temos a nossas reclamações em termos profissionais, mas eu sou uma pessoa otimista”, afirma.

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