O prefeito Tuga Angerami foi à Câmara Municipal de Bauru e obteve aval dos vereadores para inscrever Bauru em programa de financiamento junto à Caixa Econômica Federal (CEF) em um total de até R$ 60 milhões para futuras obras de drenagem e pavimentação. Como o período de inscrição para a obtenção do financiamento vence amanhã, o prefeito deixou claro que é preciso pleitear a verba agora para que, em ocorrendo aprovação depois, ela venha a ser utilizada pelo próximo prefeito.
A última vez em que a Prefeitura de Bauru emprestou dinheiro para uma obra local foi em setembro de 1996, quando o então prefeito Tidei de Lima obteve autorização legislativa para receber R$ 10 milhões para serem investidos no viaduto inacabado. “O Conselho Curador do Fungo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a abertura de linha de financiamento para projetos de drenagem urbana, águas pluviais e obras complementares, o que inclui pavimentação. O prazo para as inscrições dos municípios vence nesta quarta-feira. Como o tempo é curto e determinado, vim ouvir os vereadores através de seus partidos se é de interesse a inscrição. Depois, quando o programa se viabilizar, o novo mandatário define de o aplica ou não”, explicou Tuga.
Segundo Tuga, os parlamentares deram o sinal verde. “É claro que só podemos pleitear depois se houver a inscrição agora. E como leva alguns meses para encaminhar documentação e obter as fases de aprovação da proposta, nós dissemos isso ao Legislativo e eles entenderam que é necessário fazer a inscrição. Quando for o tempo de discutir se a prefeitura contrata ou não o financiamento, já estará no novo mandato e o prefeito de então poderá inclusive deixar de financiar se achar melhor”, enfatizou.
A previsão de Angerami é a de que a fase final de aprovação dos projetos inscritos seja executada no segundo semestre de 2008, quando a legislação eleitoral já não mais autorizaria assinatura de contratos. Com isso, a medida vai mesmo depender do próximo prefeito, se for viabilizada. “É uma linha de crédito do FGTS que abre e se encerra rápido e com taxa muito boa, de 6% ao ano para o financiamento. Não iria assinar contrato se fosse inviabilizar outro governo. É preciso depois autorização legislativa inclusive para o financiamento e os partidos representados na Câmara entenderam que é necessário fazer a inscrição”, finalizou.