Embarcam hoje para São Paulo os sete jovens da região que representarão o Brasil na olimpíada internacional do conhecimento World Skills. Eles são alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) das unidades de Bauru e Lençóis Paulista. Nesta quarta-feira, os estudantes embarcarão para o Japão, onde serão realizadas as provas. Ao todo, o País conta com 14 representantes.
Dos sete rapazes, quatro são alunos de Lençóis Paulista. Juliano Gabriel Prado Varasquim irá disputar na categoria eletrônica industrial; Jaime do Nascimento Gomes, na polimecânica; Bruno Francisco Rodrigues fará prova de suporte a redes PC, e Rodrigo Pedroso Mendes em eletricidade industrial. De Bauru, o trio formado por Alan Quitério, Hélder Luiz Taveira e João Vítor Augusto irá realizar a prova de manufatura integrada.
“Eles terem conseguido chegar à fase internacional e participar desta olimpíada é reflexo de um trabalho de anos, que demonstra o processo de construção do conhecimento”, diz Reinaldo Munhoz, diretor das unidades do Senai de Bauru e Lençóis Paulista.
O prefeito de Lençóis Paulista, José Antônio Marise, acredita que estes alunos são exemplos de que com o trabalho tudo é possível, e que quem quer fazer sempre é capaz. “Eles mostram que devemos acreditar em nossos sonhos”, fala. Para ele, os competidores já são campeões e, ainda, têm a possibilidade de subir mais um degrau. Há uma grande torcida.
Os alunos vêm se preparando há dois anos e passaram por vários treinamentos para competir de igual para igual com os representantes de outros países. Além dos treinamentos em cada atividade, os alunos receberam acompanhamento psicológico, nutricional e até foram assistidos por preparadores físicos. Para chegar à fase internacional, eles venceram competições estaduais e nacionais.
Juliano Gabriel Prado Varasquim, 21 anos, tem boas expectativas quanto aos resultados. “Acredito que tivemos um bom treinamento com profissionais que nos deram assistência suficiente para chegar lá e competir em pé de igualdade”, diz. Alan Quitério, 21 anos, também se mostra otimista. “A expectativa é que dê tudo certo, pois nos dedicamos a isso por muito tempo”, diz.
Helder Luiz Taveira de Assis, 19 anos, se mostra muito satisfeito em representar o Brasil, mas admite que é uma grande responsabilidade. “Iremos nos esforçar para dar o máximo que pudermos”, garante. No entanto, se este máximo não for o suficiente para uma medalha, sairá com a cabeça erguida, pois tem a consciência tranqüila por ter feito o que estava ao seu alcance.
Rodrigo Pedroso Mendes, 20 anos, tem certeza que todos querem a medalha e acredita que se ela vier, será conseqüência de muito trabalho, esforço e dedicação.
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As pedras do caminho
É consenso entre os estudantes que foi necessário deixar muitas coisas de lado durante os anos de preparação. O lazer e o entretenimento foram os mais citados. “Havia momentos em que meu lazer era o treinamento”, conta Juliano Gabriel Prado Varasquim. “Ainda bem que gosto de estudar”, brinca.
Assis fala que precisou abrir mão da vida social em alguns momentos. “Em várias ocasiões eu quis estar com minha família e namorada e não pude, pois tinha que me dedicar ao treinamento, diariamente”, explica.
A ansiedade também é algo presente entre os competidores. Mas como tiveram apoio psicológico durante todo o processo, aprenderam a lidar melhor com a situação. “Acho que, também, por termos passado pelas etapas estaduais e nacional conseguimos controlar um pouco este sentimento”, completa Jaime Nascimento Gomes, 20 anos.
Mesmo com todo o aparato para o treinamento, incluindo acompanhamento físico e psicológico, a família teve papel fundamental em todos os momentos. “É muito bom sentir o apoio da família, principalmente em momentos que tivemos dificuldades. Melhor ainda é ver que eles confiam em nós e sabem que faremos o melhor que pudermos. Tomara que resulte em medalhas”, fala Rodrigo Pedroso Mendes.
Para conseguir o diploma de excelência no Japão, os competidores precisam ultrapassar 500 pontos de um total de 600. Alcançar uma medalha, que está um degrau acima, exigirá uma pontuação próxima à perfeição.