A Prefeitura Municipal de Bauru decidiu estender, até o final do ano letivo, a intensificação da campanha de vacinação contra hepatite B em jovens de até 19 anos, 11 meses e 29 dias. O trabalho é desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde em todas as unidades básicas de saúde.
A intensificação da campanha terminaria na última quarta-feira. Juntamente com a vacina da hepatite B, estão sendo aplicadas outras vacinas que eventualmente a criança ou adolescente esteja em atraso, como, por exemplo, Dupla Adulto (tétano e difteria) ou SCR (sarampo, caxumba e rubéola).
Até a última terça-feira, foram aplicadas 5.349 doses de vacinas, das quais 1.657 doses contra a hepatite B, sendo 1.161 referentes à primeira dose, 202 relativas à segunda dose e 294 referentes à terceira dose.
A intenção do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Secretaria Municipal de Saúde é estimular os jovens a buscar a vacina espontaneamente. Para tanto, a prefeitura está massificando a divulgação de informações sobre os riscos da doença, que avança de forma silenciosa, e a vacinação como a melhor forma de prevenir a hepatite B.
Essa conscientização está sendo buscada através da distribuição de folhetos nas escolas, grupos de jovens de igrejas, academias, lan houses, associações, clubes, e todos os locais onde haja concentração do público-alvo, além de outdoors e cartazes afixados nos ônibus do transporte coletivo.
A vacina, que é a melhor forma de prevenção, pode ser encontrada em todas as unidades básicas de saúde de Bauru. Deve ser administrada em todos os recém-nascidos, já nas primeiras 12 horas de vida. Para ficar imunizado, o indivíduo tem de receber três doses da vacina. Adultos com maior chance de adquirir a doença também devem ser vacinados, especialmente os profissionais da área da saúde, portadores do vírus C e indivíduos com outras doenças hepáticas.
A hepatite B é uma doença inflamatória do fígado, causada pelo vírus HBV, com formas graves, que pode levar à morte. O vírus é a principal causa de hepatite crônica, cirrose e câncer de fígado. É uma doença “invisível”.
Quando aparecem os sintomas, estes são semelhantes aos das hepatites em geral, se iniciando com mal estar generalizado, dores de cabeça e no corpo, cansaço fácil, falta de apetite e febre. Após, surgem tipicamente coloração amarelada das mucosas e da pele (icterícia), coceira no corpo, urina escura e fezes claras.
A confirmação diagnóstica é feita por exames de sangue, que detectam anticorpos ou partículas do vírus da hepatite B. A maioria dos casos somente é descoberta na fase crônica ou na investigação da causa de cirrose e câncer de fígado de uma pessoa que não sabia ter hepatite. A biópsia hepática (retirada de pequeno fragmento do fígado com uma agulha para análise microscópica) pode ser necessária para avaliar o grau de comprometimento do fígado.