Vitória - O ex-presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo José Carlos Gratz (sem partido) foi condenado pela Justiça do Estado à perda dos direitos políticos por dez anos.
O ex-deputado é acusado de ter pagado propina a um delegado da Polícia Civil para conseguir a liberação de máquinas de uma casa de bingo da qual era um dos donos. Gratz terá ainda que pagar uma multa.
O delegado acusado de receber propina, Aristides Lima, e um sócio do ex-deputado na casa de bingo também foram condenados.
O ex-presidente da Assembléia ficou 14 meses preso entre 2004 e 2006, após ser condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado por formação de quadrilha e peculato. Ele é acusado de participação em esquema de desvio de recursos da Assembléia Legislativa. No ano passado, o Tribunal reduziu a pena de 15 para dez anos e sete meses de prisão.
Procurado pela reportagem, Gratz falou que a sentença é “ilógica, descabida e irresponsável”. O ex-deputado também se disse perseguido pelo Ministério Público do Estado, pelo governo estadual e pelo juiz que julgou o caso. Ele afirma que vai recorrer.
À Justiça o delegado acusado disse que a suposta propina era um empréstimo. Ele perdeu o cargo na Polícia Civil.
Gratz presidiu a Assembléia Legislativa entre 1997 e 2002.