Palmas - Os passageiros do vôo 3813 da TAM que ia de Palmas para São Paulo, com conexões em Brasília e Goiânia, foram surpreendidos durante a viagem por uma manobra considerada “brusca”. O avião havia decolado da Capital do Tocantins às 5h16 (hora local, 6h16 de Brasília) e já estava sobrevoando o Distrito Federal quando ocorreu o incidente.
Segundo o médico Frederico Henrique de Melo, um dos passageiros, o tempo estava muito nublado, mas o vôo seguia sem contratempos. De repente, a aeronave, um Airbus com 111 pessoas, subiu bruscamente, provocando um susto nos passageiros. Melo conta que, depois da manobra, o comandante usou o serviço de som do avião para se desculpar - justificando que tomou a medida para evitar uma colisão com outra aeronave, o que poderia provocar “um acidente com proporções graves”.
Quando o avião pousou em Brasília, o piloto informou o ocorrido aos controladores de vôo do aeroporto. A TAM informou que o piloto seguiu estritamente as informações fornecidas pelo sistema anticolisão (TCAS) da aeronave, mas em nenhum momento colocou os passageiros em perigo.
A Assessoria de Imprensa da Aeronáutica informou que o Cindacta-1, em Brasília, analisou as imagens captadas por radar do Airbus da TAM que partiu de Palmas e “não encontrou nenhuma aeronave que oferecesse risco ao avião, no raio de 20 milhas (32 quilômetros)”.
Segundo um oficial ouvido pela reportagem, uma hipótese é que o piloto tenha recebido um “falso alarme” - nesse caso, haveria uma falha do TCAS. O equipamento emite alerta sonoro e visual quando detecta a presença de um avião que oferece risco. Com defeito, poderia ter acionado o alarme indevidamente.
O prefeito de Porto Nacional (TO), Paulo Mourão, que estava no vôo, diz que o piloto deu uma “puxada brusca para cima” e, em seguida, disse que a manobra foi para evitar o choque com um avião em sentido contrário.