São deveras preocupantes as notícias divulgadas nestes últimos dias, em âmbito nacional, no tocante aos esquemas de fraudes no setor do leite e seus derivados.
Bauru está incluída entre os cinco ou seis municípios nos quais vinham sendo distribuídas peças de queijo tipo muçarela adulterado. Provenientes de Minas Gerais e Goiás, esses produtos continham impurezas capazes de causar sérios problemas de saúde aos seus consumidores.
Se a anormalidade se verificava no queijo, fica fácil deduzir que também ocorreram remessas de leite oriundas das citadas regiões e afetadas pela presença de soda cáustica e outros ingredientes mortíferos destinados a prolongar a validade do alimento indispensável principalmente às crianças.
Tem sido comum a atividade de vendedores clandestinos de queijo nas ruas centrais e em diversos bairros de Bauru. O produto é oferecido em embalagens toscas, sem rótulos e sem indicativos das datas de fabricação e validade. O preço atrai compradores incautos.
Diante das denúncias, seríssimas, divulgadas pela imprensa, é necessário que a saúde pública, via Defesa Sanitária, adote providências urgentes na coibição das atividades aqui mencionadas. E é claro que cabe à polícia identificar e punir aqueles que, regularmente estabelecidos, comercializam leite e queijo envenenados. Trata-se de um banditismo indesculpável.
Jornalista Nilson Costa