Foi meu irmão quem, com ares consternados, me deu a notícia:
- Bauru perdeu um de seus filhos mais nobres, o Sílvio Nunes.
E juntos lamentamos a ausência de Sílvio na rua Batista, sempre com uma palavra amiga, um gesto nobre, um modo de ser todo seu por ser ele como era, um verdadeiro fidalgo.
E a sua fidalguia não se limitava apenas aos seus passeios pela Batista, cumprimentando a todos com um sorriso amável, um galanteio respeitoso às “meninas do calçadão”, suas velhas amigas de sempre.
O seu caráter, a sua norma de vida, seus exemplos de irmão, marido, pai, avô, amigo e companheiro, de cidadão exemplar cumpridor rigoroso de todos os seus deveres sociais, serão sempre lembrados e devem ser citados como modelo a ser seguido pelos que almejarem sua nobreza que cativava a todos que dele se aproximavam.
Fará sim, muita falta, Sílvio Nunes, bauruense de escol, de quem Bauru de sempre há de se orgulhar e lembrar com muito carinho.
No princípio, pensei em compará-lo a um nobre inglês, um verdadeiro lord como o glentleman que era. Mas depois me lembrei de que nem era preciso ir tão longe, bastava lembrar que ele era filho de dona Zuquita e do dr. Nunes, da mais alta estirpe da nobreza oriunda de Portugal. E de lá, dos seus nobres antepassados portugueses, vinha toda essa nobreza, com certeza.
Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.947