Paris - Menos de um mês após a greve dos transportes públicos que atingiu a França, movimentos sociais se mobilizam mais uma vez para impor uma série de paralisações na próxima semana.
Os estudantes franceses já começaram a bloquear universidades do país. Ontem, dez faculdades, segundo os cálculos do governo, e 15, segundo sindicatos estudantis, tiveram as aulas interrompidas. Em outras 30, do total de 84 estabelecimentos de ensino universitário na França, houve manifestações. O foco da greve estudantil é o projeto de lei que concede autonomia às universidades, uma das promessas de campanha do presidente Nicolas Sarkozy.
Ontem também advogados franceses protestaram contra uma reforma de poder judiciário durante uma visita pelo Ministro da Justiça Rachida Dati a Rennes.
Representações estudantis como a Unef e o Sud Étudiant prometem ampliar o movimento e engrossar o coro dos descontentes das greves do transporte, da energia e de outros setores do funcionalismo previstas para a próxima semana.
“Desde maio de 1968 existe na França uma tendência à convergência entre movimentos estudantis e de trabalhadores”, afirma Stathis Kouvelakis, professor do King's College, em Londres, e especialista na história dos movimentos sociais na França.