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Chip reduz maus-tratos a cavalos

Folhapress
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São Carlos - A Prefeitura de São Carlos divulgou que a implantação de chips em eqüinos, iniciada em 2003, diminuiu em 75% os casos de abandono e de maus-tratos, além de ter facilitado o controle da atividade de carroceiros. Foram cadastrados 490 animais e 260 carroças.

De acordo com o Secretário da Agricultura e Abastecimento, Sérgio Dutra, a regulamentação dos carroceiros é um exigência do Código de Trânsito Brasileiro, mas o projeto “Carroceiro do Futuro” foi pioneiro. “O código prevê que todo veículo que utiliza via pública esteja regulamentado, mas na prática isso é difícil, por isso criamos uma legislação específica, assim você qualifica e tende a incluir o profissional dessa área”, disse.

O programa visa disciplinar o tráfego de veículos de tração animal (VTA) e as condições de saúde dos animais e a conservação das carroças. Para tanto, os carroceiros passam por um curso no qual aprendes normas de trânsito e tiram uma habilitação específica para VTA - o documento traz a numeração da placa da carroça, o número do microchip (transponder) e as características do animal. Os cavalos são avaliados por um veterinário, que aplica vermífugos e o transponder, finalizando com a colocação das ferraduras de borracha.

Funcionamento

O microchip é implantado no lado esquerdo do pescoço e a leitura é feita por um aparelho que deve ser colocado próximo ao implante - um software permite identificar o dono. Dutra disse que o investimento causou redução nos acidentes envolvendo VTA e ajudou a controlar maus-tratos e os gastos com recolhimento e manutenção de animais. “O incentivo fez com que eles até criassem uma associação de carroceiros.”

O programa tem custo zero para o carroceiro - o chip custa à cidade R$ 12,00, e o pacote todo sai por cerca de R$ 80,00.

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