Regional

Pedido de interdição da cadeia de Cabrália aguarda documento

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Cabrália Paulista - O pedido de interdição da Cadeia Pública de Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru) ainda não está definido. A Corregedoria Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de São Paulo, através de sua assessoria de imprensa, informou ontem que a decisão só será tomada, depois que o corregedor estiver com toda a documentação em mãos.

A interdição da cadeia feminina foi solicitada em agosto pelo Ministério Público do Estado de São Paulo devido ás péssimas condições do prédio.

Á época, o promotor Enilson David Komono alegou que as edificações oferecem risco para todos aqueles que ocupam o prédio, seja a trabalho ou mesmo para as detentas. Ele fez um histórico das deficiências estruturais do imóvel e concluiu que há riscos de uma tragédia na carceragem. A edificação está condenada há mais de dois anos e mesmo assim não é desativada.

No dia 5 de agosto, segundo o documento do MP, uma detenta sofreu um curto-circuito que provocou queimaduras nos punhos, braços e antebraços de C.A. V. Os laudos técnicos que atestam a fragilidade da cadeia acompanharam o pedido do promotor que foi motivado por uma representação da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

De acordo com a assessoria da corregedoria, o documento que vai ser juntado ao processo foi pedido ao juiz da Comarca de Duartina e assim que chegar será apreciado pelo corregedor que então, dará o seu parecer sobre a interdição.

A cadeia feminina de Cabrália Paulista tem capacidade para 35 presas, mas acolhe em média 65 que vivem em cinco celas.

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