O já tradicional Papai Noel da livraria Jalovi não esbanja apenas simpatia. Entre duendes e presentes, ontem inaugurou com glamour as decorações natalinas externas das lojas do Altos da Cidade. Confortável em meio ao brilho das vitrines próximas, ele contribui para tornar o bairro ainda mais charmoso. Tanta elegância é atrativo para consumidores e famílias já tocadas pelo clima fraternal típico da época.
“As pessoas sentem prazer em visitar. Outras empresas estão investindo para criar este ambiente. É algo que vai muito além do comércio”, diz Luis Evandro Manflin, coordenador da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) Asa Sul, responsável pelas lojas da zona sul. A constatação contempla as expectativas da sócia da Jalovi, Eliane Vieira.
“Plantamos uma semente. Agora várias lojas estão fazendo. Queríamos trazer algo bacana, como o que víamos em São Paulo”, comenta de modo despretensioso. Com a iniciativa, também resgatou o que viveu enquanto menina quando se deslumbrava com as luzes das lojas, antes concentradas apenas no Calçadão da Batista de Carvalho.
Alegria semelhante à da infância ela sente ao observar famílias paradas em frente a loja para fazer fotografias junto ao Papai Noel de quatro metros de altura e 450 quilos. “A gente quer resgatar aquela magia. Era um sonho dos três sócios. Se pensássemos friamente, não faríamos. É por amor”, acrescenta Vieira, sem citar custos.
No que depender dela, o Papai Noel gigante será tradição em Bauru, cuja iniciativa se incorpora ao Natal Tamanho Família do JC. Feito de armação de ferro, tela de galinheiro e tecido, ele foi elaborado por uma equipe de sete pessoas. A criação é de Milton Puga, da agência Causa & Efeito. Pintado com esmalte sintético, levou 30 dias para ficar pronto, informa o arte-finalista e projetista José Horácio Gonçalves.
O boneco do Papai Noel é mecatrônico, ou seja, dispõe de um motor elétrico que permite o movimento de seus braços e cabeça. “Viemos prestigiar. Temos de prestigiar as empresas que investem nisso. Provocam um clima muito especial e incentivam os outros lojistas”, comenta Fabiana D´Alessandro de Paula, que levou ontem à festa de inauguração da decoração da Jalovi suas filhas Luiza, de 5 anos, e Nicole, de 3 anos.
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Surpresas
Como no interior das sacolas do Papai Noel, surpresas marcaram ontem a inauguração da decoração de Natal da Jalovi, no Altos da Cidade. Com a canção Noite Feliz, o coral Arte Viva conseguiu a participação de parte das mais de 200 pessoas que compareceram.
Antes de encerrar sua participação, fogos de artifícios e rojões desviaram os olhares para céu. A lua esteve presente. Quando saíram de foco, as luzes no entorno do Papai Noel já estavam acesas e ele mexia-se. Na seqüência, em contagem regressiva, as crianças chamaram um Papai Noel de carne e osso, disputado pelos presentes.
Era ele quem Leonardo Brito, 5 anos, queria ver. Acompanhado pela mãe, visita todos os pontos natalinos da cidade ano após ano. “Esse clima mágico estimula a criatividade. Eles (os pequenos) usam a imaginação e têm sonhos. Como disse a Eliane (durante a solenidade), precisam saber correr atrás dos sonhos sempre”, diz a pediatra Maria Aparecida Martins Machado Ruggiero, que levou os filhos de 6, 8 e 9 anos.
Ela ressalta a importância dessas recordações de infância. O evento, no entanto, reuniu pessoas de todas as idades, inclusive senhoras com mais de 80 anos. Aos 68 anos, Jovelino Pavan levou suas netas, por exemplo. “Isso é para todo mundo. Até hoje fico tocado”, comenta. Apesar da presença maciça dos pais com seus filhos, casais de namorados também curtiram o início das comemorações natalinas em clima romântico.