Economia & Negócios

BB quer combater informalidade

Da Redação
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Sensibilizar empresários de Bauru e região sobre os benefícios da formalização de seus negócios. Esse é o objetivo do Mutirão da Cidadania Empresarial, evento que o Banco do Brasil promove hoje e amanhã na cidade e que pretende esclarecer as dúvidas do empresariado sobre os benefícios da formalização de seu negócio. Com a regularização de suas empresas, o empreendedor pode se beneficiar de incentivos fiscais, participar de concorrência pública, solicitar empréstimos e financiamentos em instituições financeiras e de desenvolvimento.

O Mutirão da Cidadania Empresarial será realizado nesta semana simultaneamente em 1 mil municípios brasileiros. O programa pretende reunir, em um só local, entidades envolvidas na formalização, apoio e desenvolvimento de micro e pequenas empresas. O objetivo é orientar sobre os procedimentos necessários para a legalização e registro comercial. Os empreendimentos informais estão nessa condição porque buscam vantagem competitiva, mas é justamente nesse ponto que o programa quer atuar, mostrando que a informalidade pode sair ainda mais caro para as micro e pequenas empresas

Segundo o gerente geral do Banco do Brasil (agência do Centro), Sílvio de Oliveira Gonçalves, a vantagem da regularização dos serviços prestados é uma forma do empreendedor “passar a ser visto no mercado”. ”O grande objetivo do evento é, na verdade, fazer o esclarecimento sobre os benefícios da formalidade”, informa. As informações coletadas serão enviadas ao governo federal, que irá tomar as medidas cabíveis ao tema.

Foram realizadas, durante os últimos dias, campanhas de conscientização e a distribuição de folhetos no centro das cidades de Bauru e Jaú, com ênfase nos vendedores informais. Quem passou pelas agências do Banco do Brasil e se encontrava nesta situação teve a possibilidade de conhecer melhor o assunto. De acordo com Gonçalves, o banco irá apresentar formas de crédito específicas para pessoas jurídicas, como a linha de investimento com capital agregado.

Para o gerente regional do Sebrae Milton Aparecido de Biasi, há uma distorção da informação, o que leva parte da classe empresarial a se manter no “anonimato”. Para ele, as pequenas empresas sofrem de descontrole de gestão e falta de informação para a tomada de decisões importantes. Diante disso, a entidade realiza apresentação denominada “Demonstração de Resultado”. “Esse controle permite saber se o empresário teve lucro ou não, pois são analisados impostos, comissões e também os salários do funcionários”.

Ele salienta que, após a efetivação da Lei Geral, as empresas deixam de participar de licitações públicas caso não estejam regularizadas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). “A formalização dá acesso a crédito e a possibilidade de compras conjuntas com outras empresas”. Ele informa ainda que muitos empreendedores perdem bons negócios, pois não apresentam nota fiscal de venda dos produtos.

Estudo recente elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou cerca de 10,3 milhões de empresas informais no País. Já a última pesquisa do Sebrae, datada de 2003, identificou no Estado de São Paulo 4,5 milhões de negócios e 600 mil em potencial, dos quais 3 milhões atuam na informalidade e apenas 1 milhão possui situação regularizada.

São parceiros no evento o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o Sescon (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis), Junta Comercial e Receita Federal.

• Serviço

Mutirão da Cidadania Empresarial na avenida Nações Unidas, 17-45, no Auditório do Sincomércio. Hoje e amanhã das 13h às 17h.

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