Regional

Bauru-Marília: quando será duplicada?

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Garça - A duplicação da rodovia Bauru-Marília se arrasta há pelo menos 15 anos. Nos perímetros urbanos de Bauru e Marília, a estrada já está duplicada.

Agora, o problema maior será fazer a obra deslanchar entre Duartina e Garça, trecho com os pontos mais perigosos, asfalto desgastado e falta de acostamentos, que colaboraram para a morte em acidentes de 70 pessoas nos últimos cinco anos.

Para quem esteve ontem na audiência pública promovida pela Comissão de Transportes da Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp), em Garça (70 quilômetros a noroeste de Bauru), o “xis” da questão é ter vontade política para completar os 45 quilômetros de estrada não duplicada e que têm custo estimado em R$ 180 milhões.

Representando a região de Bauru na audiência, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), sutilmente, bateu na tecla de que as autoridades e instituições tinham que fazer pressão política juntas para a conclusão da obra.

A reunião da comissão de transportes da Alesp com prefeitos, representantes de Câmaras Municipais e sociedade civil focou a questão da urgência da obra na Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294). O fato do governo estadual assumir que vai finalizar a duplicação acaba levantando a questão crucial: quando?

O prefeito de Duartina, Ênio Simão (PSDB), enfatizou em sua fala a necessidade de se garantir os recursos na peça orçamentária, que será elaborada pelo Palácio dos Bandeirantes para 2008. Tobias comentou com o JC que a garantia dos recursos, através de emendas parlamentares ao Orçamento, é meramente autorizativa.

O deputado estadual João Caramez (PSDB), membro da Comissão de Transportes, lembrou da disposição do governador José Serra de investir em infra-estrutura no Estado.

O JC antecipou, na edição do último dia 9, a informação da decisão do governo de duplicar a rodovia com recursos próprios. O Estado tem contrato em vigor com a empreiteira que venceu a licitação da SP-294. Para uma eventual rescisão contratual, o Estado teria que discutir questões como indenização e multas.

Por unanimidade, a conclusão da reunião de ontem foi pela elaboração de uma carta, anexada junto com a ata da audiência, e que será entregue ao governador José Serra. O documento, denominado Manifesto de Garça, será elaborado pelos parlamentares da comissão de transportes da Alesp.

Concessão

A instalação de pedágios, com concessão da rodovia para exploração da iniciativa privada, foi rapidamente discutida na audiência. O membro da Comissão de Transportes, o deputado estadual Antonio Mentor (PT), ressaltou que é inevitável a concessão da estrada.

Ele lembrou que a Bauru-Marília integra o lote 2 encabeçado pela rodovia Marechal Rondon no programa rodoviário de concessão. “Que vai ter pedágio, eu não tenho dúvida”, ressalta Mentor. Para ele, a discussão posterior será do formato de concessão e, principalmente, o valor cobrado no pedágio. Um dos pontos abordados é que o investimento do governo estadual na duplicação poderia ser repassado -ônus - na concessão para iniciativa privada.

Mobilização

A audiência promovida pela Comissão de Transportes da Alesp atraiu políticos, a comunidade e representantes de entidades da sociedade.

Participaram da audiência os prefeitos de Alvilândia, Elizeu Jesus Eleotério; de Gália, Ermano Piovesan; de Echaporã, Osvaldo Bedusque; de Ocauçu, Dorival Marzola; de Vera Cruz, Valdivino de Moura; de Fernão, Paulo Marques Fonseca; de Duartina, Ênio Simão; e de Piratininga, Silvia Mendes Soares.

Participaram do debate os presidentes das Câmaras Municipais de Marília, Eduardo Nascimento; de Gália, Francisco Martins Saraiva; e de Garça, Pedro Henrique Scartezini. A vereadora Ana Auxiliadora Silveira Amado (PTB) representou o Legislativo de Piratininga, enquanto que o Legislativo de Bauru foi representado pelo vereador Marcelo Borges (PSDB).

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