Dois postos de combustível foram autuados ontem, em Bauru, durante uma operação do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Algumas das bombas desses estabelecimentos apresentavam variação acima do permitido. Em um dos postos, as bombas despejavam até 7,2% a menos de gasolina do que deveriam. O mínimo tolerado é de 0,5%.
A operação desencadeada em todo o Estado serviu para verificar se a quantidade de combustível fornecida era a mesma da indicada pelo equipamento. Em toda a cidade foram fiscalizados 12 postos, totalizando 90 bombas verificadas. Dessas, seis foram lacradas – cinco por apresentarem erros quantitativos e uma por selagem irregular.
Em um estabelecimento da Praça Portugal, uma das bombas teve erro de 140 mililitros (ml) a menos em 20 litros de combustível. O tolerável é uma variação de até 100 ml para mais ou para menos. Outro equipamento do posto também foi lacrado por problema de selo dos componentes.
No segundo estabelecimento autuado, localizado na rua Treze de Maio, no Centro, os fiscais encontraram quatro das 12 bombas com problemas quantitativos. Uma dela fornecia menos 390 ml em 20 litros, outra menos 1,08 litro em 20 litros, a terceira menos 1,12 litro em 20 litros e a última, menos 1,44 litro em 20 litros – ou seja, 7,2% a menos.
Segundo o chefe de divisão técnica do Ipem em Bauru, Luiz Antônio Brizzi, esses resultados são inéditos na cidade. No caso da maior diferença, em um carro com capacidade de 40 litros de combustível, o motorista que pedisse para encher o tanque, sairia com 3 litros a menos do que o informado na bomba. Ele pagaria pelos 40 litros, mas levaria 37 litros. As bombas lacradas podem ser liberadas por profissionais credenciados pelo Ipem.
O proprietário desse estabelecimento, que pediu ter o nome preservado, ressalta que no início do ano reformou totalmente o posto para se adequar às normas ambientais. Ele destaca que as bombas são novas e estão dentro da garantia oferecida pela fábrica. Além disso afirma que no dia 22 do mês passado, a empresa que fabrica o equipamento aferiu as bombas e não constatou nenhuma irregularidade.
“Eu nunca esperava um problema como este, não teria nem porque me preocupar. Foi uma coisa que fugiu da normalidade”, lamenta, destacando que a empresa faz parte de um programa de controle da qualidade do combustível.
Para ele, o equipamento deve ter apresentado algum problema mecânico que desencadeou o erro. “Já contatei os responsáveis da empresa que forneceu os equipamentos e segunda-feira eles mandarão técnicos para fazer uma avaliação”, anuncia. Durante a tarde, um mecânico credenciado pelo Ipem fez os reparos necessários nas bombas e liberou os equipamentos para o funcionamento.
Brizzi alerta que qualquer consumidor pode pedir ao posto de combustível que faça teste quantitativo das bombas. Ele lembra que todos os estabelecimentos possuem o equipamento para isso. Os proprietários dos dois estabelecimentos foram autuados e têm 10 dias para apresentarem suas defesas. Os processos administrativos gerados pelos autos de infração serão julgados e as penas variam de simples advertência a multa de R$ 5 mil e R$ 100 mil em casos de reincidência.