O ator Rodrigo Lombardi anda feliz da vida. Além de estar prestes a ser pai - Rafael, seu filho com a maquiadora Betty Baumgarten, deve nascer entre dezembro e janeiro -, ele colhe os frutos de seus 12 anos de carreira. Depois de se destacar como o padeiro Tadeu, de “Pé na Jaca”, ele encara o desafio de interpretar o jornalista Ciro, em “Desejo Proibido” (Globo).
Mas, desta vez, ele não poderá contar com a simpatia do personagem para ganhar o carinho dos telespectadores. Ao contrário do padeiro gente boa da novela de Carlos Lombardi, o seu novo personagem é um dos grandes malvados da trama de Walther Negrão. “Ele é um vilão picareta e mau-caráter. Usa a retórica para se sustentar. Inspirei-me na TV Senado para compô-lo”, conta. O jornalista é tão pilantra que vai aceitar se casar com Florinda (Grazielli Massafera) só para fazer parte da família do prefeito Viriato (Lima Duarte).
Na seqüência que deve ir ao ar amanhã, Ciro aceitará os conselhos de Cândida (Eva Wilma) e colocará em prática um plano para ficar mais perto do prefeito e do poder. Mas nem tudo sairá conforme o planejado. “O prefeito já percebeu que ele está fazendo jogo duplo. O Ciro vai se ver em uma tremenda confusão”, antecipa.
A antipatia que o personagem vai causar, no entanto, não preocupa Lombardi. O ator, que ganhou o rótulo de símbolo sexual como Tadeu, diz que não se importa com os estereótipos que os personagens criam. “Hoje me chamam de símbolo sexual, amanhã vão dizer que sou charlatão. Cada rótulo dura o tempo de uma novela. A única coisa que faço questão de evitar é o rótulo de mau ator, porque esse quando pega não sai mais”, fala.
Há mais de 12 anos, Lombardi vem batalhando para provar que é bom ator. Ele começou no teatro e, em 1998, estreou na Band, em “Meu Pé de Laranja Lima”. Depois passou pelo SBT, em “Marisol”, e pela Record, onde participou de “Metamorphoses”. A boa fase, no entanto, só começou em “Bang Bang”, da Globo. Pouco antes de participar da novela de Mario Prata, ele pensava em abandonar a profissão. “Ator não tem férias, tem desemprego. Eu já estava desempregado há algum tempo. Para pagar minhas contas, fui fazer um curso de edição. Pensei até em trabalhar como representante de vendas”, conta.
Mas, quando acabou o curso de edição, foi convidado para fazer “Bang Bang”. E, a partir daí, a carreira de Lombardi decolou. Três novelas e uma participação no “Circo do Faustão” depois, o ator -que tem contrato com a Globo até 2010- se diz feliz com o assédio. “Não sou ator porque gosto de aparecer, mas porque quero mudar o mundo. Se o meu personagem tocar as pessoas e fizer com que elas pensem, estarei satisfeito”, diz.