Desejo cumprimentar a redação do JC para ao ensejo de parabenizá-los pela matéria trazida neste domingo (25/11), em sua página 10, intitulada “Carência faz humanos buscarem afeto nos animais de estimação”.
O tema, além de oportuno e interessante, é um convite à reflexão sobre um mal que acompanha todos os seres humanos: a carência. Por carência, podemos entender falta. Falta esta que pode ser de amor, compreensão, afeto, companhia, amigos, de certos confortos e em alguns casos até de coisas vitais para a sobrevivência, como alimentos e agasalhos.
Então, passamos a ter o “menor carente”, o “idoso carente”, o “carente afetivo” e assim por diante, uma humanidade inteira sofrendo de alguma carência. O tema aqui trazido e abordado pelas conceituadas profssionais drª Angela Ferreira Domingues e drª Katia Villanova Dal Médico chega a ser intrigante pela sua complexidade.
A carência parece ser uma eterna companheira de todo o ser humano, desde o nosso nascimento já nos agitamos a chorar, já carecendo de aconchego, de alimento e de tantas outras coisas, o filho mais bem cuidado e amado, sempre deseja algo a mais, nunca se satisfaz com o que recebe, por mais generosa que seja sua cota de amor e segurança.
Tanto nos livros como na atualidade encontraremos em todas as épocas da História a mesma revolta das gerações mais jovens que se sentem rejeitadas e incom-preendidas. Nos adultos, a presença da carência não é menor, sempre se busca uma casa nova, um emprego melhor, educação para os filhos,uma jóia cara, sucesso, juventude e poder.
O JC, por sua liderança e representatividade, contribuiu muito abordando esse tema, no sentido de que as pessoas possam compreender o assunto, serem mais felizes, mais capazes de enfrentar as experiências, ensinamentos e as “carências” da vida em paz e com tranquila coragem.
Luiz Alfredo Rodrigues de Sant’Anna - RG: 45.480.801-X