Turismo

O colorido das ruas

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 6 min

Curaçao, a maior ilha do pedaço, tem pecualiaridades. Não é tão badalada como Aruba, há muito conhecida dos turistas, mas agrada demais pelas cores, pelo mar, pela simpatia do seu povo - é a terra dos homens gigantes (abraço Chernov Rozier!) pelo mais belo “sky life” caribenho ( aqueles sobrados holandeses de cores contrastantes cuja fachada se reflete no mar), pelo comércio agitado... (compre câmeras fotográficas, equipamentos eletrônicos, perfumes, roupa de grife e, relógios sem pagar imposto na capital Willemstad).

O turista que optar por passar as férias em Curaçao. Além de toda a beleza natural caribenha e história cultural, terá a possibilidade de participar de vários eventos comemorativos.

Muitas atividades turístico-culturais estão sendo preparadas para o Natal, o Ano Novo e o Carnaval pelos nativos da ilha, que, com sua inata hospitalidade, farão com que os turistas se sintam em casa.

Sábado passado, dia 24, o legendário San Nicolás (o nosso Papai Noel) chegou na Baía de Santa Ana, desfilando com seus cavalos brancos e seus ajudantes, os duendes, que lá são chamados Zwarte Piet.

A partir de hoje, até 2 de dezembro, no Centro de Compras de Curaçao, as lojas estarão repletas de novidades locais e internacionais em enfeites e presentes. E, também no dia 2, os clubes da ilha promoverão a “Maratona 10 km”, com seus atletas, aberta aos nativos e turistas.

A partir do dia 26 de dezembro, milhares de fogos de artifício serão lançados nas ruas de Curaçao, pois essa é a única época do ano em que a prática lá é permitida. Os preços e os tipos de fogos variam de ano para ano. Eles propiciam um verdadeiro espetáculo multicolorido no céu.

Na véspera do Ano Novo, a grande festa oficial tem início com um show pirotécnico, 15 minutos antes da meia-noite do dia 31, que, com os sons fortes e raios de múltiplas cores, permanecem até o raiar do dia. Os hotéis também estão preparando um Réveillon repleto de glamour, para que seus hóspedes desfrutem de uma noite inesquecível.

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Bon Bini em Bonaire

Bon Bini!, em papiamento, a língua local nas três ilhas caribenhas, é o mesmo que bem-vindo. Uma linguagem fácil de se entender e de se falar. Mas mesmo que o visitante não tenha a menor vontade de papiar não terá problemas. Em Bonaire, pequena ilha vizinha de Curaçao e Aruba, o inglês é a língua dominante, seguido do holandês, por conta da colonização européia.

Lá, o tempo é perfeito para quem gosta de sol e calor. A média anual é de 30ºC e quase não chove.

A temperatura da água que banha a ilha atinge 29ºC, fazendo com que a região seja ideal para o mergulho, com a visibilidade chegando a 50 metros.

Por conta de sua rica fauna e flora, toda a área marinha ao redor da ilha foi elevada em 1979 à condição de parque ecológico, o Bonaire Marine Park, obedecendo desde então a rígidas normas de preservação ambiental.

Mais de 250 espécies de peixes vivem nas águas de Bonaire, que também apresenta áreas de formação de corais, paredões verticais, naufrágios e mais de 86 pontos para mergulho ao longo da costa marítima.

Por essas e outras razões, Bonaire é um dos melhores pontos de mergulho do mundo. Incluindo o chamado mergulho ilimitado de praia em que o turista chega, coloca alguns cilindros no carro e escolhe o local ideal para a prática.

Para os iniciantes, o snokerling também é especial. Por conta da formação vulcânica da ilha, a profundidade aumenta muito rápido facilitando o desenvolvimento da vida marinha.

Mountainbike, windsurf e, cavalgadas são outros esportes bastante praticados na ilha, por conta de sua geografia peculiar.

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Aruba, o divi-divi e o cunucu

O mar azul-turquesa de Aruba e a árvore divi-divi, quase deitada na areia branca, são os principais cartões-postais de Aruba, a ilha mais badalada da região. A inclinação da árvore num ângulo de 45ºC é explicada pelos constantes ventos alísios, que sopram, forte, no Caribe.

Outra imagem sempre presente nas revistas mostram um antigo moinho, do século 19, transformado hoje em restaurante e que faz parte da herança holandesa.

A história da ilha remonta aos espanhóis e holandeses. Os primeiros pouco interessados nessa terra que descobriram em 1.499. Como seus vizinhos, Bonaire e Curaçao, Aruba chegou a ser declarada oficialmente uma “isla inútil” (ilha inútil).

Os espanhóis encontraram os índios Arawak da tribo de Caiquetio vivendo lá, da mesma maneira que viviam desde a Idade da Pedra, e prontamente os transportou para Santo Domingo para trabalharem nas minas de ouro. Aproximadamente 11 anos depois, os espanhóis transformaram Aruba em um grande rancho de gado, fazendo com que alguns dos nativos retornassem para lá a fim de cuidar das pastagens.

A falta de interesse dos espanhóis propiciou a retomada da ilha pelos índios e depois pelos holandeses, que se estabeleceram no Caribe em 1636 permanecendo até 1816.

Durante 300 anos de mudanças econômicas e várias imigrações, as ilhas conhecidas como ABC - Aruba, Bonaire e Curaçao - fizeram parte das Antilhas Holandesas, com o governador se reportando diretamente à rainha.

Apesar da proibição inicial por parte da Companhia das Índias Ocidentais Holandesas, os europeus começaram, em 1700, a imigrar para lá. Oranjestad foi fundada e batizada pela Casa Real de Orange. Durante o século 19 chegaram muitos venezuelanos acrescentando a influência latino-americana no então pequeno país.

Ouro, babosa e óleo fizeram parte da economia de Aruba que, durante mais de seis décadas, dependeu da refinaria de Lago, uma subsidiária da ESSO (Standard Oil), que fechou em 1985. Sua influência foi tamanha que até mesmo a principal rua de Aruba é batizada de Boulevard L. G. Smith, nome do então gerente geral da empresa.

Além das extensas praias de areia fina - são 12 km -perfeitas para caminhadas ou simplesmente para se admirar o mar e o pôr-do-sol, e dos pontos para mergulho, Aruba reserva aos visitantes atrações histórico-culturais. É o caso do Museu do Forte Zoutman e da Torre William III e da arquitetura holandesa do começo do século 20 - não deixe de caminhar pelas ruas da capital, Oranjestad, como a agradável Wilhelminastraat.

No “Cunucu”, ou zona rural, os turistas encontram vestigíos deixados pelos primeiros habitantes da ilha. As escritas indecifráveis se fazem presentes nas paredes da caverna pertencente ao Parque Nacional de Arikok. Fatos de uma história mais recente encontram-se na Igreja de Santa Anna, com seu famoso altar de carvalho de mais de 150 anos.

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Visite também

• Fábrica de Aloe Vera (babosa) - É o único produto de exportação de Aruba. Site: www.arubaaloe.com (passeios a US$ 6)

• Fazenda de Avestruz - Visita a uma criação de avestruzes. US$ 6

• Museu do Carnaval - Em duas salas podem-se ver algumas fantasias e carros alegóricos. US$ 7.

• Museu Numismático: A coleção, com cédulas e moedas do mundo todo, tem 60 mil peças. Site: www.museumaruba.org. Não cobra entrada.

• Viveiro de Borboletas - O guia conta tudo, inclusive que o ato sexual entre elas pode durar de 12 horas a três dias, sem interrupção. US$ 12.

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