Turismo

Curaçao: azul da cor do mar

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Quando você chega ao Aeroporto de Curaçao, todo amarelinho, já tem uma noção do que virá pela frente. O espaço é todo arborizado, o calor é forte e os nativos calorosos com os brasileiros. Até o som vindos dos carrões vai lhe parecer familiar. Uma mistura de salsa, merengue e MPB. Eles adoram nossos cantores.

Os curaçolenhos são, em maioria negros e altos. Um povo bonito, sorridente, com uma pele de pêssego. As mulheres, muito bem arrumadas, exibem unhas imensas, coloridas e dentes de ouro, prótese comum na “isla”.

Só sentem falta de bons cirurgiões-plásticos e excelentes dentistas, de preferência implantologistas brasileiros.

No mais, têm de tudo, incluindo uma educação que inclui cinco idiomas.

Dá vergonha da nossa limitação. Os curaçolenhos falam correntemente espanhol, inglês, holandês, papiamento e francês.

Como o papiamento tem muito de português no meio, é fácil se entender nessa lingua.

Os hotéis são excelentes por lá. Dos simples aos refinados. A maioria voltada para o mar. Os que ficam no centro histórico oferecem, como vantagem, transfer o dia todo para quem quer “molhar o popó” e depois descansar, com mordomia, em quartos luxuosos.

Em Curaçao há muita coisa para se fazer, já que trata-se de uma ilha, completa e não apenas uma faixa de areia voltada aos turistas. Tem vida própria, tem refinaria, tem porto, tem comércio. Quem não estiver a fim de passar horas em praias paradisíacas, mas bem menores do que as de Aruba, pode curtir o vai e vem das balsas e dos navios no centrinho de Punda e...

Quando os navios estão cruzando a baía de Santa Ana, uma ponte móvel se monta para os pedestres. Um espetáculo para ser registrado em câmeras ou celulares, tendo como pano de fundo os sobrados coloridos que fazem parte do “ski line” do lugar.

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“Isla de Curación”

A história de Curaçao começa em 1949, durante a terceira viagem de exploração do novo mundo por Cristóvão Colombo. Ao desembarcarem, sob o comando de Alonso Ojeda, os marinheiros tornaram-se os primeiros europeus a pisar em Curaçao.

Na época do descobrimento, a ilha era habitada por índios altos e robustos e, por isso, Alonso Ojeda denominou o local de a “Ilha dos Gigantes”.

Depois trocou o nome para Curaçao, sendo três as hipóteses para essa mudança. A primeira, porque os marinheiros abandonados na ilha curaram-se do escorbuto e passaram a chamá-la “isla de curación”. A segunda é que o nome seja proveniente da palavra portuguesa “coração”, uma vez que os mercadores portugueses consideravam a ilha o coração da região e a última é que o nome tenha sido dado em homenagem ao Sagrado Coração de Maria.

Logo após o descobrimento, os espanhóis estavam sempre na ilha à procura de pedras preciosas. Depois, Holanda, França e Inglaterra também começaram a disputar sua posse, pois consideravam a ilha um ponto comercial estratégico entre a Europa e a América.

Em 1634, Curaçao transformou-se numa colônia holandesa e, em 1815, um tratado internacional deu a posse definitiva para a Holanda. Em 1954, o governo de Curaçao tornou-se autônomo, deixando de ser colônia.

Hoje, Curaçao vive sob o sistema parlamentarista de governo, em que os 22 membros do Legislativo são escolhidos por meio de eleições livres. O governador-geral é nomeado pela rainha Beatriz.

Considerada a principal entre as cinco que formam as Antilhas Holandesas, Curaçao tem a pitoresca e cosmopolita Willemstad como capital. Com uma belíssima arquitetura colonial holandesa e animado comércio, desde 1997 a cidade é considerada, pela Unesco, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Não existe fonte de água doce em Curaçao. Uma fábrica de água desenvolve um processo de dessanilização da água do mar. O superaquecimento das caldeiras faz com que a água evapore e o sal fique depositado. O vapor é resfriado e a água sai oura e límpida em todas as torneiras da ilha. E é esta a mesma fábrica que gera energia da ilha.

• Serviço

CVC: Bauru (14) 2106-9494 e 2109-9494, São Paulo (11) 2191-8911

Arribatur: (11) 32580772

ADV Tours: (11) 2167-0633

Designer Tour: (11) 2181-2900

Flot: (11) 4504-4544

Nascimento Turismo: (11) 3156-9900

Em todas as três ilhas o jogo é livre. Todos os hotéis têm cassinos abertos para maiores de 18 anos

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Papiamento

Para o turista brasileiro é fácil compreender a língua falada pelos curaçolenhos - o papiamento - que deriva de “papiar”. Além da escrita, a sonoridade da língua é próxima do português, quando falada lentamente.

Seguem alguns exemplos:

Bom bini (bem-vindo)

Ta mashá caro (está muito caro)

Ta mashá barato (está muito barato)

Com ta bai? (como vai?)

Mi ta mashá bom (Eu estou muito bem)

Basta bom danki (bem, obrigado)

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