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‘Vamos cuidar de Bauru’


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Neste dia 7 teremos mais uma Conferência Municipal de Meio Ambiente que, seguindo o que foi estabelecido na Conferência Nacional, adotou o tema “Vamos Cuidar de Bauru”.

Ao contrário do que acontecia há 30, 20 anos, as questões ambientais deixaram de ser preocupação apenas de um número limitado de pessoas, então consideradas como inimigas do desenvolvimento, para atingir o povo em geral, passando a ter um maior destaque nos meios de comunicação. Porém, até que ponto estamos realmente cientes de nosso papel na defesa do meio ambiente, no sentido de assegurar a dignidade da pessoa humana como o mais importante fundamento constitucional do Brasil? Até que ponto estamos cientes de que sem um meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida (art. 225 da CF), não dá para pensar em vida de qualquer espécie, muito menos em vida digna?

O desenvolvimento econômico pode e deve estar alinhado com a saúde ambiental. Se antigamente era mais difícil de se prever o dano que determinada atividade causaria no meio ambiente, hoje, com toda ciência e tecnologia adquirida, a precaução só não é seguida por aqueles que colocam o lucro imediato acima de quaisquer valores, menosprezando os direitos coletivos e difusos. Grandes empreendimentos merecem atenção especial do Poder Público. Entretanto, atividades do dia-a-dia também são merecedoras de cuidados pela coletividade.

Ainda ontem vi quando voou uma sacola plástica da carroceria de um veículo. O condutor não jogou e, provavelmente, nem viu o plástico voar. Este é o problema! Não prestamos atenção a pequenos atos que, somados, causam danos imensuráveis. Aquela sacola plástica, se não recolhida, vai juntar-se a tanto outro lixo que deixamos inadvertida ou conscientemente (o que é pior) cair na rua, entupindo bueiros, causando enchentes e poluindo nossos rios.

E, enquanto nos revolvamos, porque os países desenvolvidos continuam jogando gases nocivos na atmosfera, ficamos indignados com a destruição (queimada ou corte) da Floresta Amazônica ou da Mata Atlântica (considerando Mata Atlântica apenas aquela que vemos, quando descemos para o litoral, esquecendo os remanescentes que estão bem próximos) e lamentamos o tráfico dos animais do Pantanal, deixamos de notar de nossas janelas ou mesmo dentro de nossas casas uma sacola plástica o dano que está sendo causado ao meio ambiente e, por conseqüência, à nossa querida dignidade humana.

É claro que temos que nos preocupar com a “sujeira” do mundo, mas vamos começar “limpando nosso quintal”. Vamos cuidar de Bauru, de Bariri, de Agudos ...., vamos cuidar de São Paulo, do Mato Grosso, do Amazonas...., vamos cuidar do Brasil, vamos cuidar de nosso Planeta!

A Conferência Municipal de Meio Ambiente será no dia 7/12, na Praça 9 de Julho, 1-51, Vila Falcão (ITE), e vai ter início às 8 horas, com intervalo para almoço das 12 às 14 horas e previsão de encerramento às 18 horas. Vamos cuidar de Bauru, vamos participar!

A autora, Maria Helena Beltrame, é advogada, coordenadora da Comissão de Meio Ambiente da OAB-SP, subsecção de Bauru - OAB-SP 78599 - e colaboradora de Opinião

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