O Instituto Lauro de Souza Lima iniciou as atividades ontem sem poder contar com os serviços da equipe de segurança, que é terceirizada. O grupo, formado por 24 profissionais, cruzou os braços em protesto ao não-recebimento dos salários de outubro e novembro, além da primeira parcela do décimo terceiro.
“Os benefícios trabalhistas, como INSS e FGTS, também estão irregulares. Além disso, tem muita gente com férias vencidas”, diz Jesus de Souza Meira, diretor do Sindicato dos Vigilantes de Bauru e Região. Ele informa ainda que a paralisação deveria ter começado no dia 14 de novembro, quando representantes da empresa responsável pelos trabalhadores, com sede em São Paulo, se comprometeu a regularizar a situação até o dia 30, o que não ocorreu. Ainda de acordo com o sindicalista, a companhia teria ameaçado os funcionários de demissão em massa, caso o movimento fosse deliberado.
“No dia 17 de novembro, o Ministério Público do Trabalho, em Bauru, nos convocou para uma audiência, com o objetivo de resolver o problema. No entanto, a empresa não mandou nenhum representante”, conta Meira.
No dia 30, quando o pagamento deveria ter sido regularizado, a empresa teria retirado o armamento dos funcionários, segundo Benedito Pires, também diretor do sindicato da categoria.
“Não gostaríamos de estar fazendo essa paralisação, mas os trabalhadores precisam receber seus salários. Além disso, a empresa tem se mostrado muito inflexível a negociar”, acrescenta Pires. A reportagem entrou em contato com a empresa de segurança em São Paulo, mas até o fechamento desta edição não havia recebido retorno.
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Dificuldades
Os vigilantes do Lauro de Souza Lima, que estão sem receber salário há dois meses, enfrentam sérias dificuldades financeiras. Um rapaz, que não quis se identificar, disse que está com os pagamentos do supermercado, água e energia elétrica atrasados. “Estou com tudo parado, não tenho dinheiro para nada. Também estou com as parcelas do financiamento do meu veículo atrasadas. Sabe como é, banco não quer saber, aplica juros absurdos.”
A reportagem tentou contato com a direção do hospital, mas até o fechamento desta edição não conseguiu falar com nenhum diretor.