Argel - Os mortos no duplo atentado a bomba em Argel ontem já chegam a 67, informou uma fonte do Ministério da Saúde. O ataque pode ser considerado o mais sangrento desde o início da guerra civil argelina nos anos 90.
O braço da Al-Qaeda no norte da África informou em comunicado divulgado na Internet que seus membros conduziram um ataque duplo com carros-bomba na capital da Argélia ontem.
Os ataques foram promovidos por Abdul-Rahman al-Aasmi e Ami Ibrahim Abou Othman, informou o grupo em comunicado divulgado num site islâmico. O site também mostrou fotos dos autores dos atentados segurando rifles.
A primeira explosão ocorreu perto da Suprema Corte de Justiça de Argel; e a segunda foi em um ponto próximo a escritórios da Organização das Nações Unidas (ONU) no distrito de Hydra.
Segundo a rádio pública argelina, as explosões ocorreram com um intervalo de dez minutos. Ao menos um funcionário da ONU morreu e 13 continuam desaparecidos, afirmou o porta-voz do programa de desenvolvimento da entidade, Jean
Anis Rahmani, editor do jornal “Ennahar” e especialista em segurança disse que a Al-Qaeda quer passar a mensagem de que continua “forte”, apesar das baixas que enfrentou em seu comando. “Além disso, as condições sociais no país ainda oferecem oportunidades para que a rede terrorista recrute novos rebeldes”, disse Rahmani.