Internacional

Desavença sobre metas azeda clima em Bali

Por Folhapress | Com Reuters
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Nusa Dua - De forma velada, a União Européia (UE) criticou os EUA ontem, durante a conferência do clima realizada em Bali, devido aos esforços do governo norte-americano para retirar de um projeto de texto duras metas de corte na emissão de gases do efeito estufa a serem cumpridas por países ricos até 2020.

As negociações, comandadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), viram-se tomadas por disputas sobre se o texto final, chamado de mapa do caminho de Bali, deveria omitir uma referência à necessidade de os países ricos diminuírem, até 2020, suas emissões para 25 a 40 por cento abaixo dos níveis de 1990.

Qualquer relativização ou retirada total dessas metas ainda não compulsórias desagradaria aos países em desenvolvimento, que exigem das nações desenvolvidas um corte maior nas emissões.

A disputa deixou em um segundo plano a celebração do aniversário de dez anos do Protocolo de Kyoto, que os delegados reunidos em Bali pretendem substituir ou expandir a partir de 2013.

Com a chegada de autoridades, como Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, a conferência de Bali entra nos seus últimos três dias com a obrigação de finalmente rascunhar o guia das negociações contra o aquecimento global que será válido até 2009

Se depender do jogo diplomático em curso no encontro, metas de redução de emissões para os países ricos e a conservação de florestas estarão citados no documento final.

“A situação é tão desesperadora que qualquer atraso poderá fazer com que nós passemos do ponto de retorno”, disse Ban.

Um esboço muito inicial do documento circulou ontem pela convenção. O texto, pelo menos até agora, menciona uma redução de emissões para os países ricos, entre 25% e 40%, tendo como base 1990.

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