Tribuna do Leitor

Brincando com fogo


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Há muito tempo o ser humano vem causando malefícios aos múltiplos ecossistemas existentes no planeta. Em sua frenética vontade de progredir, inadvertidamente ou propositadamente, destrói as nascentes, contamina as águas dos rios, envenena o solo e os aqüíferos. Fez e ainda faz explodirem bombas atômicas subterrâneas, cujas forças descomunais aumentam as fendas existentes entre as placas tectônicas, liberando, por conseqüência, milhões de toneladas de gases e materiais incandescentes das profundezas do globo terrestre.

Esses malefícios, como podem imaginar os leitores, abrangentes, somam-se às poluições da atmosfera com gases tóxicos expelidos pelas chaminés das indústrias, pelas fumaças dos veículos automotores, pelos combustíveis fósseis, pelo gás metano, dióxido de carbono, óxido nitroso e pelo cloroflúor. Essa junção poderosa de gases letais, que também contamina o solo com chuvas ácidas, causa o efeito estufa e o buraco na camada de ozônio. O efeito estufa acentuado eleva o nível dos oceanos, aquece suas águas, interage com a acomodação da crosta terrestre e causa terremotos, maremotos e tsunamis, além de agravar as alterações climáticas, que provocam as enchentes, as secas, o derretimento dos picos montanhosos congelados e o degelo nos pólos. O buraco na camada de ozônio prejudica a função deste como escudo protetor do globo terrestre, que evita a passagem direta dos raios ultravioletas radiativos.

Temos todos nós de nos unir numa cruzada alentadora e firme para poluirmos menos e protestar mais ostensivamente contra as queimadas das matas. Temos de plantar árvores, muitas árvores, pois estas, em crescimento, absorverão o dióxido de carbono, e poderão diminuir o aquecimento global. O déficit mundial de árvores, que foram devastadas, nestes últimos séculos, calcula-se seja de 20 bilhões.

Não vamos permanecer inertes. Ainda podemos evitar que os desastres ecológicos e, especificamente, que os descomunais e continuados degelos dos pólos possam influenciar no equilíbrio da rotação de nosso planeta e em seu eixo imaginário.

“Esta é uma dedução incabível cientificamente” - poderá observar o leitor... Oxalá seja. Oxalá eu esteja errado, muito errado, completamente errado.

José Perea Martins - membro da Academia Bauruense de Letras

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