Pesca & Lazer

História de pescador: O poço do Léu


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Toda vez que eu e o Léu íamos a Reginópolis fazer uma pescaria, nós parávamos no bar do Sidnei para fazer a encomenda dos queijos, para na volta pegarmos. Mas o Léu tinha uma amizade com a caseira Zumira, que morava perto da ponte, e sempre levava para ela um litro de conhaque, mas a coitada morreu - não sei se foi de tanto tomar o conhaque, mas eu acho que morreu feliz com o seu conhaque.

Mas vamos falar da pescaria! Depois de deixar o carro bem acomodado debaixo da ponte, o Léu subia o rio em direção ao seu famoso poço, que ficava a 600 metros da ponte e no seu poço só cabia um para pescar. Eu descia o rio à procura de um bom lugar para fazer a minha pescaria, e assim nós passamos o dia na maior curtição, pescando...!

E quando chega a tardinha lá vinha o Léu com o seu samburá vazio para despistar dos outros pirangueiros de baixo da ponte. Ele trazia os peixes escondidos, eu sabia da sua tramóia, porque o poço que ele pescava nunca falhava.

E quando eu ia com outra turma, eu aproveitava do seu poço e sempre voltava com o samburá com muitos lambaris e piavas.

Na volta nós parávamos no Clavinote, no bar do Tonhão, para tomar aquela gelada.

Hoje não sei como está o seu poço, Léu. Nós precisamos voltar lá para ver como está. E assim vamos levando a vida na brincadeira.

Eu estou curioso para ver o seu poço, Léu. Desculpe a brincadeira, um abraço.

Florindo Martins,é pescador e contador de histórias.

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