Internacional

Bhutto é enterrada em meio a ondas de violência no país

Folhapress
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Islamabad - A ex-premiê e líder opositora paquistanesa, Benazir Bhutto, foi enterrada ontem no mausoléu de sua família. O enterro ocorreu em sua cidade natal, Garhi Khuda Baksh, ao sul do país, em meio a ondas de violência. Novos distúrbios foram registrados ontem no Paquistão.

No noroeste do país um ataque a bomba matou quatro pessoas, entre elas um político do partido que apóia o ditador Pervez Musharraf, informou a polícia. Entre anteontem e ontem, ao menos 23 pessoas morreram.

Na Província de Peshawar, também no noroeste, simpatizantes da ex-premier incendiaram uma sede do partido de Musharraf, o Liga Muçulmana do Paquistão-Quaid (PML-Q) e também apedrejaram um cinema.

A polícia manteve uma atitude discreta depois de uma noite de violência em todo o país, mas as forças paramilitares que atuam na Província de Karachi receberam ordem de abrir fogo para conter os distúrbios caso fosse necessário, informou o comandante Athar Ali.

Em Rawalpindi, cidade vizinha de Islamabad, a polícia utilizou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os grupos de manifestantes que se dirigiam para a sede do partido do ex-ministro Sheikh Rashid, aliado de Musharraf.

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Al-Qaeda

Por outro lado, o brigadeiro Javed Cheema, do ministério do Interior, disse que os serviços de inteligência interceptaram uma ligação de um homem que é considerado o chefe da rede terrorista Al-Qaeda no Paquistão, Baitullah Mehsud, parabenizando um militante pela morte de Bhutto. Ele revelou também que há provas irrefutáveis de que a Al-Qaeda está tentando desestabilizar o Paquistão e mostrou um vídeo dos últimos momentos de Bhutto.

“Há uma prova irrefutável de que a Al-Qaeda, suas redes e suas tropas tentam desestabilizar o Paquistão”, afirmou o general Cheema, acrescentando que “gravamos a conversa, ao longo da qual ele parabeniza um ativista pelo atentado”.

Aparentemente, o autor do atentado deu três disparos na direção de Benazir Bhutto, antes de detonar a bomba que carregava, sem conseguir, porém, atingir a ex-premiê, declarou o general Cheema.

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Versões

Islamabad - A ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto morreu ao se chocar contra o teto do veículo em que se encontrava no momento do atentado suicida, tentando se esquivar da explosão, sem que fossem encontradas balas em seu corpo, afirmou ontem o Ministério do Interior paquistanês. Um dos principais assessores de Bhutto rejeitou as explicações do governo e as qualificou de “porção de mentiras”.

De acordo com a necropsia, a líder opositora morreu por causa de uma fratura no crânio ao bater com a cabeça contra a alavanca do teto solar, quando tentava se proteger da explosão dentro do carro, disse o porta-voz do Ministério, brigadeiro Javed Cheema.

Quando o ataque aconteceu, Bhutto saía de um comício eleitoral em Rawalpindi, perto de Islamabad, e saudava seus partidários. O porta-voz avaliou que ela não teria sido vitimada, se tivesse ficado no interior do carro. “Se ela não tivesse colocado o corpo para fora do veículo (pelo teto solar), ela teria saído ilesa, porque todos os outros ocupantes do carro não tiveram qualquer ferimento”, completou.

“A alavanca a atingiu na têmpora direita e fraturou seu crânio. Não havia balas ou fragmentos de mental no ferimento”, explicou a fonte.

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