Tribuna do Leitor

Jovens eleitores - R$ 30,00 cada


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Jovens eleitores com seus 16 e 17 anos de idade, já com capacidade suficiente para integrar o mundo dos adultos, valem, cada um, R$ 30,00, pago com o bolsa-família. Muitos, com seus poucos mais de 18 anos ou até menos que essa idade, nem bem assentados no mercado de trabalho, inexperientes, já são pai ou mãe e são responsáveis frente ao compromisso assumido com ou sem o casamento civil. Sem trabalho qualificado e sem experiência, desempregados, as uniões desses jovens se desfazem com pouca duração.

Resultado: os jovens sobrecarregam de responsabilidade os seus pais, que não tiveram tempo para lançar seus filhos no mercado de trabalho, sustentando netos e até bisnetos com o seu parco salário, advindo do trabalho ou do benefício previdenciário.

Mesmo assim, ainda melhor para todos eles, surrado pelo sofrimento com fome e sem o trabalho, ter os R$ 30,00 para cada um até 17 anos em bolsa-família. Isso possibilita ter o que comer sem se preocupar em buscar um trabalho, se conformando como desqualificados. Os nascimentos em quantidades maiores para cada união de jovens se encarregarão em habitar essa imensa nação chamada Brasil. Assim, não há por que nos preocuparmos com a pirâmide etária, com a maioria de idosos, pois temos reserva suficiente para mantê-las com elevados impostos arrecadados pelo governo, mesmo sem contar com a vultosa soma subtraída pelos mais espertos, que tudo fazem para não contribuir com o bem-estar da coletividade. Naturalmente, o partido político, colaborador da Constituição de 1988 vencerá no próximo pleito, pois tem em seu poder a maioria dos que necessitam de assistência contínua. Logo estaremos igualados à vida que levam os cubanos naquela pequena ilha, atualmente controlada pelo irmão de Fidel Castro, seguidor do comunismo, isto é, tudo para todos, todos para um: o povo é “camarada” do governo.

Três formas de viver no Brasil atual: 1) aderir ao cabide de emprego fornecido pelo governo por meio de concursos; 2) sobrecarregar a quantidade e não a qualidade de trabalho, igualando-se a um nível social majoritário (pobres); 3) elitizar, a considerar empresários ou profissionais liberais qualificados, sendo esta classe, minoritária.

Shigueko Sakai - RG 7.636.385-5

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